19 de abril, de 2026 | 07:05
Governo federal prepara lançamento do programa Escolas Resilientes para a bacia do Rio Doce
Divulgação
A proposta prevê, entre outras medidas, instalação de aparelhos de ar-condicionado nas escolas
Por Matheus Valadares
A proposta prevê, entre outras medidas, instalação de aparelhos de ar-condicionado nas escolasO governo federal deve anunciar, nas próximas semanas, a criação do programa Escolas Resilientes, que será financiado com recursos do Novo Acordo do Rio Doce e atenderá municípios da bacia atingida pelo rompimento da barragem da mineração em Fundão, município de Mariana, em 2015. A iniciativa deve contemplar 38 cidades, incluindo localidades do Vale do Aço.
O anúncio foi antecipado de forma exclusiva ao Diário do Aço pelo assessor da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Leonardo Patrick, durante agenda na região nesta semana. Segundo ele, o programa prevê intervenções estruturais nas escolas públicas.
Nós vamos em breve, junto ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, lançar o programa Escolas Resilientes pelo Novo Acordo Rio Doce que vai entregar para todo o Vale do Rio Doce, todo o Leste de Minas Gerais e também a Bacia do Rio Doce, que compreende o Espírito Santo. O programa compreende na instalação de ar-condicionado, usina fotovoltaicas e também postos artesianos para aquelas escolas que não têm acesso à água tratada de qualidade”, afirmou Leonardo Patrick em entrevista ao Diário do Aço nesta sexta-feira (17), no evento de assinatura dos alvarás para a construção de hangares no Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso.
De acordo com Patrick, as ações devem abranger integralmente as unidades públicas da região atendida pelo acordo, com foco na melhoria das condições de ensino. Estão cobrindo integralmente as escolas públicas aqui dessa região com recursos do Novo Acordo Rio Doce, proporcionando maior conforto para os estudantes”, completou.
Conjunto de investimentos
O programa integra um pacote mais amplo de investimentos federais voltados aos municípios impactados pelo desastre ambiental. Conforme o assessor, há previsão de aplicação de recursos em áreas como saúde e assistência social.
Nós temos aqui um conjunto de investimentos federais com hospitais, unidades de saúde e centro de referência de assistência social”, pontuou.
Entre os projetos em andamento está a construção de um Hospital-Dia no bairro Parque Veneza, em Santana do Paraíso, com investimento inicial previsto de R$ 20 milhões. A unidade ficará sob responsabilidade do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião do Vale do Aço (Consaúde) e deve atender 24 municípios consorciados.
No dia 14/4, o terreno destinado à obra recebeu vistoria técnica de representantes da Agência Agsus, etapa que marca o início da implantação do projeto.
Estrutura de saúde
O Hospital-Dia integra o Plano de Ação do Ministério da Saúde, que destina R$ 745 milhões para obras, aquisição de equipamentos e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios atingidos pelo rompimento da barragem.
A proposta é ampliar a oferta de serviços de média complexidade, com realização de exames, cirurgias e procedimentos ambulatoriais, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras regiões.
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