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18 de abril, de 2026 | 09:48

Vai ou racha

A péssima atuação na vitória de 2 x 1 sobre o Juventud do Uruguai, na última quinta-feira (16), ficou em segundo plano, pois o que repercutiu foi a entrevista coletiva do técnico Eduardo “Barba” Domínguez, com críticas pesadas ao comportamento dos jogadores do Galo.

Sem papas na língua, o treinador argentino abriu a caixa de ferramentas e, sem citar nomes, mandou recados ao elenco, dizendo, entre outras coisas, que “se não correr, vai ser difícil”.

Em outro momento, o comandante argentino deixou transparecer que possui respaldo da diretoria para tomar decisões sobre o elenco e afirmou que o clube precisa se reconectar internamente e “deixar o egoísmo de lado para, enfim, voltar a jogar bem”.

O que vai acontecer daqui por diante é uma incógnita, a depender como as críticas do treinador serão absorvidas pelos jogadores, que por muito menos “derrubaram” Coudet, Felipão, Cuca e, por último, Jorge Sampaoli.
Barba Domínguez colocou ventilador na farofa e agora vai ser calça de veludo ou bumbum de fora, oito ou oitenta na vida do Galo.

Acerto x precipitação


A direção da SAF do Cruzeiro surpreendeu ao anunciar a renovação antecipada do contrato de Artur Jorge, que iria até o fim do próximo ano e agora foi estendido até o fim de 2030.

Chama atenção o fato do treinador português ter chegado ao clube há pouco mais de 30 dias, dirigiu o time em apenas cinco jogos, obteve três vitórias e sofreu duas derrotas, sem contar a partida contra o Grêmio ontem pelo Campeonato Brasileiro.

Parte da torcida e da mídia esportiva achou precipitada esta decisão da diretoria, tendo em vista a cultura resultadista do futebol brasileiro, que demite treinadores após os primeiros tropeços das equipes.
O Cruzeiro está apostando em um “casamento” de longo prazo e de final feliz, dando ao técnico carta branca para planejar e executar o projeto de futebol do clube.

Há riscos de ruptura ou separação se os resultados positivos não vierem e, neste caso, as consequências são conhecidas, pois o que a princípio era “meu bem” passa a ser “meus bens”.

FIM DE PAPO


O técnico do Cruzeiro, Artur Jorge, após a derrota para o Universidad Católica pela Libertadores, evitou expor os jogadores, sobretudo, os mais criticados pela torcida, como o goleiro Matheus Cunha, neste momento o principal vilão da torcida celeste.

O Atlético venceu o modesto Juventud Las Piedras do Uruguai, na última quinta-feira à noite pela Copa Sul-Americana, tendo apenas 18.120 torcedores presentes na Arena MRV, renda de R$ 770.751,18. Foi o pior público do Galo em jogos válidos por competições internacionais. Superou os pouco mais de 22 mil pagantes no jogo com o Atlético Bucaramanga, em 2024. A falta de conexão do time com a torcida acontece há bastante mais tempo, devido ao mau desempenho e falta de bons resultados, apesar dos esforços da diretoria baixando o preço dos ingressos.  

Com exceção da vitória de 3 x 2 do Botafogo sobre o Racing no “El Cilindro”, em Buenos Aires, mesmo que vazio por conta da punição imposta pela Conmebol ao time argentino, o futebol brasileiro ficou devendo nesses primeiros momentos da competição. Até agora, em 14 jogos, foram seis vitórias, três empates e cinco derrotas. A primeira rodada foi um exemplo do grande fiasco dos times brasileiros, pois dos sete que disputam a competição, apenas o São Paulo venceu o inexpressivo Boston River, no também vazio Centenário, em Montevidéu.

O Atlético conseguiu na primeira rodada perder para o desconhecido Puerto Cabello, um dos piores times do atual futebol venezuelano. Na última quinta-feira, jogou em casa e ganhou na bacia das almas do inexpressivo Juventud, vice lanterna do campeonato no Uruguai. Mas, para quem ainda defende Neymar na seleção, o grande fiasco foi do Santos, que com o ex-jogador em atividade desde o começo, só empatou com o Recoleta do Paraguai em 1 x 1. Há quem diga que os críticos de Neymar não gostam dele por ser de direita, uma grande bobagem, pois muito antes de declarar sua preferência política já era criticado por seu comportamento fora de campo. (Fecha o pano!)
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