13 de abril, de 2026 | 05:00

Extrema direita perde a eleição na Hungria

Hungria: Peter Magyar vence eleição e tira Orbán do poder após 16 anos; presidente derrotado reconheceu o resultado das urnas

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O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar tem 45 anos, completados a 16 de março e é um político e advogado húngaro, presidente do Partido Tisza e líder da principal oposição na política húngaraO novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar tem 45 anos, completados a 16 de março e é um político e advogado húngaro, presidente do Partido Tisza e líder da principal oposição na política húngara

O líder da oposição, Péter Magyar, venceu uma das eleições mais disputadas da história da Hungria no fim de semana. A votação se aproximou dos 80% de participação dos eleitores, um recorde para o país. Com 45,7% dos votos computados, Magyar deve vencer com maioria de dois terços.

Menos de duas horas depois do resultado das urnas, o dirigente Viktor Orbán reconheceu a derrota para o adversário do partido Tisza.

Em discurso da noite eleitoral, o atual primeiro-ministro – que está há 16 anos no poder – afirmou que o resultado é "claro", reconhecendo a derrota.Orbán felicitou o partido vencedor e admitiu que o resultado é doloroso para o seu Fidesz.

Algumas sondagens nos últimos dias de campanha davam a vitória à oposição liderada por Magyar, que tira assim Orbán do cargo que ocupa desde 2010.
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O nacionalista Viktor Orbán, aliado tanto de Donald Trump quanto de Vladimir Putin, ocupava o cargo há 16 anos e reconheceu a derrota nas urnasO nacionalista Viktor Orbán, aliado tanto de Donald Trump quanto de Vladimir Putin, ocupava o cargo há 16 anos e reconheceu a derrota nas urnas

Aliança com Trump Orbán, que estava à beira de um quinto mandato, é aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tem também laços estreitos com o Kremlin, foi acusado pela União Europeia de minar a democracia na Hungria e procurou bloquear o apoio europeu, militar e financeiro, à Ucrânia após a invasão russa em 2022.

Magyar apelou para uma "mudança de sistema", prometeu combater a corrupção, reaproximar a Hungria da Europa e reverter as polêmicas reformas da era Orbán, caso vencesse as eleições.

Dia histórico
Oito milhões de eleitores elegeram, neste domingo, um novo parlamento e um novo primeiro-ministro. Logo após o encerramento das urnas, Péter Magyar discursou brevemente, descrevendo esta eleição como "um dia histórico".

Agradeceu a todos os eleitores por terem comparecido em número recorde e por reconhecerem a importância da eleição.Agradeceu também aos que se bateram contra o que chama fraude eleitoral, referindo que os dados mostram que a compra de votos terá sido menos eficaz do que nas eleições de 2022 e 2018.
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Péter Magyar discursou após a vitória, descrevendo a eleição como 'um dia histórico' ele terá o desafio de reaproximar o seu país da Comunidade Europeia e reverter reformas polêmicas do antecessor Péter Magyar discursou após a vitória, descrevendo a eleição como 'um dia histórico' ele terá o desafio de reaproximar o seu país da Comunidade Europeia e reverter reformas polêmicas do antecessor

O candidato da oposição criticou também o partido Fidesz, de Orbán, que acenou com a possibilidade de agitação violenta mais tarde. Magyar descartou a ideia como "uma alucinação". Pediu por isso aos seus apoiadores para não reagirem a eventuais provocações, manterem a paz, serem pacientes e prepararem as celebrações.

Curriculo
O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar tem 45 anos, completados a 16 de março e é um político e advogado húngaro, presidente do Partido Tisza e líder da principal oposição na política húngara.

É deputado do Parlamento Europeu desde 2024, tendo conquistado 30% dos votos nas eleições europeias estando inserido no grupo Partido Popular Europeu, cargo que ocupa simultaneamente à presidência do Tisza. Ele garante que vai "varrer a corrupção no país".
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Comentários

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Realista

13 de abril, 2026 | 08:29

“Peter Magyar serviu ao partido de Orbán até 2024. Ele também pe de direita. A diferença que ele não é burro e sabe que o povo não aceita mais as imposições de antes.”

Cidadã Húngara no Brasil

13 de abril, 2026 | 08:28

“O governo de Orbán foi marcado por medidas autocráticas que incluíram a centralização e controle de instituições judiciais, reformas constitucionais polêmicas e controle com censura histórica da imprensa. Vai tarde, esse traste”

Gilson Nunes

13 de abril, 2026 | 07:55

“Parabéns ao povo da Hungria de ter excluído esse ditador , ele era o espelho para a família golpista do Brasil.
Até que enfim a Hungria se libertou desse traste aí.
Espero que o Brasil não volte ao passado não tão distante das trevas.”

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