12 de abril, de 2026 | 06:00

Situação delicada

Fernando Rocha

Nada melhor que uma vitória para acalmar os ânimos e deixar o ambiente favorável à uma reação. Isto se aplica ao Cruzeiro que conseguiu um excelente resultado fora de casa, ao derrotar o Barcelona do Equador, em sua estreia na Copa Libertadores.

A expectativa agora é que a vitória na maior competição continental, de onde esteve ausente nos últimos sete anos, possa reverberar, hoje, no Mineirão, contra o Bragantino, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Além de abalar o mental da equipe, a goleada de 4 x 1 sofrida para o São Paulo, na rodada anterior, manteve a Raposa na zona de rebaixamento, em 19º lugar, vice-lanterna, com 7 pontos de 30 disputados em 10 rodadas; ou seja, quanto mais o tempo passa, mais os demais adversários se distanciam na tabela de classificação, o que agrava ainda mais a sua delicada situação.

Mexeu o doce
Depois do desempenho pífio na derrota para o tricolor paulista, no Morumbi, o técnico Artur Jorge mexeu o doce e fez importantes alterações na equipe titular.

Deu certo no Equador e elas devem ser mantidas hoje contra o Bragantino: Villalba, Matheusinho e William foram sacados por deficiência técnica e, certamente, continuarão no banco de reservas; Fagner foi bem na lateral direita, Lucas Silva deu conta do recado e Jonathan Jesus, enquanto esteve em campo, não comprometeu.

Importante para o torcedor cruzeirense é que o time venceu nessa volta à Libertadores, resultado importante para o grupo e a sequência do time em todas as demais competições.

FIM DE PAPO

O Cruzeiro fará agora dois jogos seguidos no Mineirão: hoje contra Bragantino, às 18h30; na quarta-feira, às 19h, tendo pela frente o Universidad Católica, do Chile, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. Os dois jogos são importantes, mas a vitória hoje diante do Bragantino será fundamental para pôr fim às muitas dúvidas que martelam os cruzeirenses. O time de fato está recuperado e pronto para voltar a vencer? Artur Jorge conseguirá extrair mais desses jogadores e recuperar os que estão em baixa? Como o clube vai administrar as competições que estão envolvidas na temporada em meio a esse momento turbulento?

O atleticano que ficou acordado até as 2h da madrugada de quinta-feira jamais irá esquecer o que foi um dos maiores vexames na história do centenário Clube Atlético Mineiro: a derrota de 2 x 1 para o modestíssimo Puerto Cabello, da Venezuela. O jornalista Chico Maia muito bem lembrou uma frase do saudoso comentarista Aloysio Martins, que trabalhou durante décadas na Rádio Vanguarda, em Ipatinga, que muito bem define a atuação medíocre do Atlético na Venezuela: “Pálida caricatura de um time de futebol”.

O time do Atlético voltou a ser, nesta derrota para os venezuelanos, aquele que recentemente era dirigido e muito mal por Cuca, depois por Jorge Sampaoli, tendo como protagonistas Igor Gomes, Alonso, Bernard, Dudu, Victor Hugo, Preciado, entre outros. Segundo revelou o jornalista Jorge Nicola, a folha salarial mensal do Puerto Cabello é de apenas R$ 500 mil mensais, um valor comparado ao gasto médio de clubes da Série D no futebol brasileiro. Enquanto isso, o gasto mensal do Atlético é hoje estimado em R$ 20 milhões, 40 vezes maior que a despesa do time venezuelano, seu algoz nesse confronto da Copa Sul-Americana.

Ao marcar o jogo do Galo na Venezuela para iniciar às 23h (hora do Brasil), a Conmebol se superou na falta de respeito com o torcedor atleticano e mostrou total desapreço pelo seu produto, a Copa Sul-Americana. A recíproca também é verdadeira por parte dos clubes brasileiros, que demonstraram pouco ou nenhum interesse na competição. Usando times mistos ou reservas, à exceção do São Paulo, todos os demais seis participantes da Sula foram derrotados. Enquanto isso, na Libertadores: nenhuma derrota e quatro vitórias registradas, em seis jogos, cinco fora de casa, com três triunfos. (Fecha o pano!)


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