10 de abril, de 2026 | 14:55
Ação conjunta da PM e PF prende 13 foragidos em Minas Gerais na Operação Vale do Aço
Wellington Fred
Balanço do trabalho integrado entre as polícias Militar e Federal aponta captura de foragidos e reforça combate ao crime organizado no Vale do Aço
Balanço do trabalho integrado entre as polícias Militar e Federal aponta captura de foragidos e reforça combate ao crime organizado no Vale do AçoA Polícia Militar e a Polícia Federal uniram forças para capturar foragidos da Justiça. Somente nas últimas horas, 13 criminosos com mandados de prisão foram encontrados em cidades da região e recolhidos ao sistema prisional. É o resultado informado na manhã desta sexta-feira (10), em coletiva de imprensa feita no 14º Batalhão da Polícia Militar, em Ipatinga.
A Operação Vale do Aço foi deflagrada na quinta-feira (9) e teve como alvo foragidos da Justiça em cidades como Ipatinga, Caratinga, Coronel Fabriciano, Manhuaçu, Ibirité e Manga.
As capturas foram feitas a partir de trabalho integrado de inteligência entre a Coordenação Regional de Capturas da Polícia Federal e unidades da 12ª Região da Polícia Militar. Após os procedimentos legais, os detidos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.
De acordo com o coronel Márcio Souza, comandante da 12ª Região da Polícia Militar, a operação é fruto de uma atuação conjunta iniciada ainda no mês anterior, com foco na captura de foragidos na região de Manhuaçu e expansão para o Vale do Aço. A ação foi intensificada nas últimas 24 horas. Com emprego de 25 viaturas e 93 policiais militares, resultando em 12 prisões”, número que subiu para 13 capturados logo após a entrevista.
Os mandados cumpridos envolvem crimes considerados graves, como homicídio, estupro, tráfico de drogas e roubo. A retirada de circulação desses cidadãos contribui para reduzir a sensação de impunidade”, disse. Ele reforçou ainda que para a sociedade é um ganho muito grande”.
O coronel também destacou o papel da integração entre as forças de segurança. A integração entre Polícia Militar e Polícia Federal é importantíssima”, afirmou, acrescentando que concentramos esforços para localizar indivíduos que estavam mais difíceis de encontrar”.
Sobre a continuidade das ações, ele foi enfático: Nossa atuação será contínua, com troca constante de informações”. Ainda segundo o comandante, a operação contou com uso de tecnologia: Utilizamos drones, sistemas de inteligência e o cinturão de segurança da região”.
Integração como estratégia central
Júner Caldeira Barbosa, delegado regional executivo da Polícia Federal em Minas Gerais, ressaltou que a operação faz parte de um projeto mais amplo de integração entre as forças de segurança, iniciado no fim do ano passado. Essa ideia surgiu no final do ano passado. Já vínhamos atuando com a Polícia Militar no combate ao crime organizado”, explicou.Segundo ele, a criação da Coordenação Regional de Capturas da Polícia Federal em Minas Gerais foi fundamental para ampliar a eficiência das ações. Criamos uma coordenação regional de capturas, única no Brasil até o momento. A operação deve se tornar contínua e cíclica”, afirmou.
Para o delegado federal, o principal diferencial está na união das instituições. Quando unimos duas instituições renomadas, os resultados são potencializados. Conseguimos informações mais elaboradas, o que facilita a captura de foragidos”, pontuou Júner.
Além disso, ele ressaltou a criação de um centro integrado de inteligência. Criamos um centro de inteligência integrado com a Polícia Militar”, afirmou, destacando que o resultado aparece naturalmente com a união das potencialidades”.
Inteligência e atuação em campo
O agente Danilo Salas, coordenador regional de capturas da Polícia Federal, destacou que a integração entre inteligência e policiamento ostensivo foi determinante para o sucesso da operação. A integração é o caminho mais curto para a eficiência”, afirmou.Segundo ele, a Polícia Federal contribui com tecnologia e bancos de dados internacionais. A Polícia Federal dispõe de ferramentas de inteligência e bancos de dados internacionais”, explicou, enquanto a Polícia Militar atua diretamente no território. A Polícia Militar tem o termômetro da rua.”
Durante a operação, o fluxo de informações ocorreu em tempo real. Vimos um fluxo de informação em tempo real durante a operação. As equipes já estavam posicionadas para abordagem, minimizando riscos”, explicou Danilo.
O agente também destacou o perfil dos detidos. São indivíduos de alta periculosidade”, afirmou. Tirar esses elementos de circulação é dar uma resposta direta para a sociedade”, finalizou o policial federal.
União das forças de segurança pública
O tenente-coronel Max Octávio Babinski ressaltou a importância da união das forças de segurança. Nós retiramos de circulação indivíduos que têm uma contumácia criminal, indivíduos envolvidos com crimes violentos. Nós estamos, de forma indireta e direta, prevenindo novos delitos”, explicou o oficial.A Polícia Militar, por meio de suas unidades operacionais, o 14º Batalhão em Ipatinga, o 58º em Coronel Fabriciano e as demais unidades da região, trabalhou de forma integrada. Recebemos as informações do nosso setor de inteligência, que já vinha fazendo esse monitoramento e esse intercâmbio com a Polícia Federal, e fizemos o lançamento do esforço governamental para que pudéssemos fazer essas prisões.”
É uma resposta que a Polícia Militar e a Polícia Federal dão para o crime organizado: não há espaço para foragidos da Justiça em nossa região. E as operações continuam. Nós temos ainda diversas outras frentes de trabalho”, encerrou o comandante do 14º Batalhão.
Os representantes da Polícia Militar e da Polícia Federal solicitaram que a população pode continuar confiando no trabalho das polícias, fazendo denúncias por meio do 190 ou do 181, o Disque-Denúncia, com sigilo absoluto.
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