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07 de abril, de 2026 | 11:19

Acusados de triplo homicídio em Ipaba enfrentam júri popular em Ipatinga

Sessão do Tribunal do Júri começou pela manhã na Câmara Municipal e não tem horário previsto para término

Arquivo DA
Foram executados, Júnio, a mulher dele, Helizecristian, e o amigo do casal, WoshingtonForam executados, Júnio, a mulher dele, Helizecristian, e o amigo do casal, Woshington

Dois indivíduos acusados de um triplo homicídio ocorrido em Ipaba, no ano de 2019, sentam-se nesta terça-feira no banco dos réus perante o Tribunal do Júri da comarca de Ipatinga. A sessão do júri popular foi aberta por volta das 9h, na Câmara Municipal de Ipatinga, e não tem horário previsto para ser encerrada.

O julgamento tem como réus Elimar Marcos dos Reis Silva e Oziel Pereira dos Santos, acusados da prática de triplo homicídio qualificado.

Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, os crimes ocorreram no município de Ipaba e vitimaram Helizecristian Graziela de Oliveira, Junio Alves Trega e Whoshington de Freitas Procópio. As execuções teriam sido praticadas mediante atuação conjunta dos acusados, com divisão de tarefas e prévio ajuste, conforme noticiado pelo Diário do Aço na época.

Para o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, o julgamento representa uma etapa relevante na responsabilização dos envolvidos no crime, que teve grande repercussão em Ipaba.

O que ficou apurado na época

As investigações demonstraram que os crimes foram motivados por vingança e rivalidade entre grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas na região, havendo indícios de atuação coordenada dos envolvidos.

Consta nos autos que os denunciados planejaram previamente as execuções, utilizando armas de fogo de diferentes calibres, além de estratégias para monitorar as vítimas e a movimentação policial, inclusive por meio de comunicação entre os envolvidos, evidenciando a premeditação e a organização da ação criminosa. O fato foi noticiado pelo Diário do Aço.

Os elementos probatórios reunidos, como laudos periciais, relatórios de necropsia, apreensões, extração de dados de aparelhos celulares e depoimentos testemunhais, indicam que os acusados atuaram em comunhão de esforços e unidade de desígnios, sendo responsáveis pelos disparos que resultaram na morte das vítimas.

A decisão de pronúncia reconheceu a existência de prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, determinando a submissão dos acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri, órgão constitucionalmente competente para julgar crimes dolosos contra a vida.
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