06 de abril, de 2026 | 10:50
Trabalhadores do transporte ameaçam greve, caso Saritur não cumpra com obrigações trabalhistas
Sindicato afirma que interrupção nesta segunda-feira durou cerca de duas horas; categoria cobra pagamento de férias, vale refeição, regularização do pagamento dos planos de saúde e odontológico
Alex Ferreira
Nesta segunda-feira paralisação de advertência pegou de surpresa quem estava nos pontos de ônibus no começo da manhã
Nesta segunda-feira paralisação de advertência pegou de surpresa quem estava nos pontos de ônibus no começo da manhãO presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Coronel Fabriciano (Sinttrocel), Marlúcio Negro da Silva, afirmou em entrevista ao Diário do Aço que, caso a Saritur não cumpra com pagamentos de direitos trabalhistas, os trabalhadores do transporte urbano voltarão a paralisar suas atividades, por tempo indeterminado, a partir de quarta-feira, dia 8. A empresa e a administração municipal ainda não se manifestaram a respeito dessa situação.
O dirigente explicou que na manhã desta segunda-feira (6), ocorreu apenas uma paralisação de advertência no transporte coletivo urbano de Ipatinga, conforme noticiado mais cedo pelo Diário do Aço. O movimento teve duração aproximada de duas horas e os trabalhadores somente voltaram ao trabalho mediante promessa da empresa para a quitação das pendências junto aos trabalhadores.
Segundo o dirigente sindical, após a manifestação os trabalhadores retomaram os postos de trabalho e os ônibus voltaram a circular a partir das 7h. Como houve um atraso na saída dos coletivos, o serviço levou horas para ser normalizado e muitas pessoas não conseguiram cehgar a tempo para seus compromissos.
De acordo com Marlúcio, a paralisação teve o objetivo de alertar a empresa sobre pendências trabalhistas. Caso não haja regularização dos pagamentos, os rodoviários prometem iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 8 de abril, na próxima quarta-feira.
Entre as principais reclamações estão atrasos no pagamento de férias e do vale-refeição. Conforme o sindicato, trabalhadores que saíram de férias já retornaram às atividades sem receber os valores devidos. A empresa tinha prometido efetuar o pagamento na quinta-feira (2), o que não foi cumprido.
Agora, segundo Marlúcio, a empresa se comprometeu a quitação das férias nesta segunda-feira (6). Já em relação aos salários e ao vale-alimentação, a expectativa é que o pagamento seja efetuado na terça-feira (7), último dia útil para o pagamento referente ao mês de março. Há também atrasos nos pagamentos dos planos odontológico e de saúde.
Caso esses compromissos não sejam cumpridos, a categoria afirma que poderá deflagrar uma greve por tempo indeterminado. A empresa alega uma série de dificuldades, mas o trabalhador não pode pagar essa conta”, afirmou Marlúcio.
Alex Ferreira
Segundo os rodoviários, se empresa não cumprir pagamentos a partir desta segunda-feira, greve será deflagrada na próxima quarta-feira
Segundo os rodoviários, se empresa não cumprir pagamentos a partir desta segunda-feira, greve será deflagrada na próxima quarta-feira Tentativa de negociação que se arrasta sem solução
O presidente do Sinttrocel afirma que o sindicato mantém negociações com a empresa para tentar regularizar as pendências trabalhistas.A empresa alega que está numa situação financeira difícil e que, entre outros fatores, espera o pagamento pelo município de Ipatinga de uma dívida de R$ 7 milhões”.
Segundo Marlúcio, o valor acumulado ao longo dos anos está relacionado à gratuidade no transporte coletivo concedida a idosos acima de 60 anos, conforme lei aprovada na Câmara Municipal. Também envolve um subsídio de R$ 1 por passagem pago pelo município.
Dívida relacionada a gratuidade e subsídio da tarifa
Conforme relatado pelo presidente do sindicato, em 2025, quando houve a necessidade de correção da tarifa urbana, o município assumiu o compromisso de pagar um subsídio de R$ 1 por passagem.De acordo com o dirigente sindical, a soma desse subsídio com a gratuidade gera um passivo que precisa ser pago com recursos públicos.
Parte desse passivo, segundo ele, foi quitada com a compra de ônibus novos pelo município, utilizando recursos repassados pelo governo federal para Ipatinga.
A outra parte, ainda conforme Marlúcio, permanece em aberto e a empresa afirma que aguarda a quitação por parte do município.
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Paulo
06 de abril, 2026 | 11:00Ainda bem que há sindicato. Imagina se não tivesse. Quem iria lutar pelos trabalhadores? Há uma tendência, liderada pela direita no Brasil, de desqualificar o movimento sindical. O pobre de direita, acha que ele mesmo vai conseguir negociar direitos com o patrão e que não precisa de sindicato.”