03 de abril, de 2026 | 07:30

Semana Santa relembra paixão, morte e ressurreição de Cristo

Período reúne celebrações que recordam os últimos momentos de Jesus Cristo e mobilizam fiéis em todo o país

Arquivo pessoal
Padre José Cláudio destacou o significado dos ritos da Semana SantaPadre José Cláudio destacou o significado dos ritos da Semana Santa
Por Matheus Valadares
A Semana Santa, celebrada por fiéis católicos em todo o mundo, marca os últimos momentos da vida de Jesus Cristo, desde sua entrada em Jerusalém até a ressurreição. O período é considerado o mais importante do calendário cristão.
Ao longo da semana, igrejas fazem celebrações que relembram a paixão, a morte e a ressurreição de Cristo. As atividades incluem missas, procissões, encenações e momentos de reflexão, reunindo comunidades em diferentes regiões.

No Vale do Aço, paróquias organizam programações especiais, com celebrações que se intensificam entre a Quinta-feira Santa e o Domingo de Páscoa.

Para o padre José Cláudio, pároco da Paróquia São Sebastião, em Coronel Fabriciano, a Semana Santa é um período de reflexão e proximidade com a trajetória de Cristo.

“A Semana Santa representa para a Igreja Católica um grande retiro espiritual, onde nós, de maneira muito concentrada, estamos unidos com Jesus no seu caminho rumo ao Calvário, rumo à Páscoa, rumo à ressurreição. A Semana Santa vem trazer para nós aquele sentido bonito de toda a vida de Jesus. A sua doação, a sua alegria e o seu mandamento, amar uns aos outros assim como eu vos amei”, afirmou em entrevista ao Diário do Aço.

Tríduo Pascal


Segundo o religioso, o período é marcado pelas celebrações do chamado tríduo pascal, que reúne os principais ritos da fé cristã.

“Esse período é considerado, no calendário cristão, o mais importante porque nele nós celebramos o tríduo pascal. Na Quinta-feira Santa nós celebramos a instituição da eucaristia e o lava-pés, ou seja, o amar uns aos outros assim como eu os amei e colocar-se a serviço. O cristão é aquele que precisa colocar-se a serviço uns dos outros. A grande dificuldade nossa no mundo de hoje, na cultura atual que nós vivemos, é que nós não nos colocamos a serviço. Todo mundo quer ser servido, mas não quer servir. E todo mundo quer abraçar o poder, mas não quer colocar o poder a favor do outro. O que nós vivemos hoje, guerras, confusões, conflitos, tudo a luta pelo poder, ou seja, ninguém quer servir. Então, a quinta-feira santa vem mostrar que Jesus no lava-pés nos ensina a ser serviço”, explicou o padre.

O sacerdote também destaca o significado da Sexta-feira da Paixão, momento que relembra a morte de Cristo na cruz. “E Sexta-feira da Paixão é a entrega. Deus entrega seu filho por amor. Jesus na cruz entrega sua vida por amor. Morrer na cruz para Jesus é uma obediência ao pai, é uma entrega amorosa, ou seja, o amor redime, o amor toca o mundo, o amor salva o mundo. Então, Jesus é aquele que vai me dizer, Deus nos criou por amor, e na cruz, Deus também nos salva por amor”.

Ressurreição e esperança


A celebração se encerra com a Vigília Pascal no sábado e o Domingo de Páscoa, que marcam a ressurreição de Cristo, considerada central para a fé cristã.

“E o sábado santo é a vigília pascal, onde nós celebramos o grande grito da aleluia, do Cristo ressuscitado, a morte agora não tem mais vigor sobre nós, agora o que vale é a vida, o que vale é o amor”.

Ainda conforme o pároco, a mensagem da Semana Santa também se relaciona com a condição humana e a esperança.

“Eu acho que a mensagem central da Semana Santa é: Jesus, sendo de condição divina, abraçou a condição humana. Por que ele abraçou a condição humana? Para dizer que vale a pena ser gente, que vale a pena caminhar nesse mundo, que vale a pena viver essa vida, que vale a pena nós lutarmos pelo nosso direito, que vale a pena ter esperança. Porque a ressurreição é a última palavra de Deus para o mundo, para a igreja, para cada um de nós. A ressurreição é vida plena. O que é ressuscitar? Ressuscitar é mergulhar no amor. Mergulhar no amor é mergulhar em Deus. Deus é amor. Quando Jesus ressuscita, ele mergulha no coração no amor do nosso Deus. Quem está mergulhado no amor vive a esperança, a bondade, a caridade”, finalizou padre José Cláudio.
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Comentários

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Gildázio Garcia Vitor

04 de abril, 2026 | 20:56

“Apesar de ser um Ateu, não praticamente, claro, tenho uma grande admiração pelos verdadeiros Cristãos.
Na minha família, principalmente por parte da Mãe, temos Cristãos de todas as matizes, alguns acreditam que basta rezar e seguir a manada, outros, como as minhas irmãs, acreditam na prática e no ser Cristão que faz a diferença na vida de quem precisa, principalmente daqueles que têm fome e sede, não da Palavra, mas de alimentos, de carinho, de empatia, de solidariedade e de fraternidade.
Para esses Cristãos, deixo aqui estas palavras do Frei Beto:
"Todo verdadeiro Cristão é um Comunista sem o saber; e todo verdadeiro Comunista é um Cristão sem o crer".”

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