01 de abril, de 2026 | 17:38
Governo afirma que TAC foi cumprido e não há impedimento para novos alvarás em Ipatinga
Anderson Figueiredo
Procurador do município, Andrei Gonçalves Ferreira, afirma que acordo com MP foi superado por leis urbanísticas
Por Matheus Valadares
Procurador do município, Andrei Gonçalves Ferreira, afirma que acordo com MP foi superado por leis urbanísticas A administração municipal de Ipatinga informou que não há impedimentos para a emissão de alvarás de construção no município e que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), já foi cumprido e superado pela legislação urbanística vigente. A manifestação foi feita pelo procurador-geral do município, Andrei Gonçalves Ferreira, em entrevista ao Diário do Aço.
O assunto gerou dúvidas após repercussão de uma nota divulgada pelo MP dia 27/3, informando a obtenção de decisão definitiva no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) obrigando o município a cumprir integralmente o TAC firmado em 2010, o que impediria a aplicação de leis municipais posteriores que flexibilizam parâmetros urbanísticos.
Segundo o procurador, no entanto, o acordo teve caráter temporário e perdeu eficácia com a consolidação das leis municipais.
O município de Ipatinga assinou um TAC com o Ministério Público em 2010 e esse TAC foi originado devido a uma ausência de legislação urbanística pertinente e compatível com as realidades do município à época. Esse TAC foi transitório e não definitivo. Foi elaborado para ter sua vigência até a elaboração das leis urbanísticas municipais, o que ocorreu com a aprovação do plano diretor em 2014, em 2016 tivemos a aprovação da nossa Lei de Uso e Ocupação de solo, e a partir do momento que tivemos a entrada da legislação urbanística vigente, o TAC exaure. A partir desse momento nós temos a legislação urbanística municipal regendo todas as nossas elaborações dos projetos da construção civil do município”, explicou o procurador.
Sem impedimento para alvarás
De acordo com Andrei, não há restrições atuais para novos empreendimentos, desde que respeitada a legislação municipal.
Hoje não tem nada que impede, o único empecilho é se esses projetos estiverem contrários à legislação urbanística municipal aprovada pelo município. Se estiver dentro da regra da legislação, respeitando a nossa legislação urbanística municipal, o empreendedor conseguirá assim o seu alvará para poder tocar o seu empreendimento”, continuou.
Decisão judicial e tramitação
O procurador afirmou que o entendimento atual do TJMG reconhece o cumprimento do TAC e a validade das leis municipais, após revisão de decisão anterior e acrescentou que a nota divulgada pelo Ministério Público na semana passada reflete parte do cenário em relação ao processo.
Andrei também revelou que ficou surpreso ao ver a publicação, mas que logo compreendeu que não passava de um equívoco, e atribuiu o impasse recente a uma ação judicial movida pelo Instituto Cidades entre 2022 e 2023.
Foi um susto a princípio, sim, trouxe um impacto, mas nós fomos consultar o processo, acreditava até que pudesse ter sido uma decisão nova e constatamos que não, que não tinha ocorrido uma mudança de entendimento por parte do Poder Judiciário. Nós realmente tivemos um agravo que foi provido em março de 2025 pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e isso ocasionou uma série de embargos e ações paralelas por parte do município, da construção civil, sindicatos, associações e a advogada Hérica Rangel Portela, que foi a pessoa que participou deste processo até mesmo antes da elaboração do TAC pelo Ministério Público juntamente ao município, apresentou um embargo de declaração ao Tribunal de Justiça. Nesse embargo de declaração ela faz toda uma explicação. O Tribunal de Justiça recebe esse embargo declaratório e julgá-lo procedente com efeitos infringentes em setembro de 2025. Em setembro de 2025, aquela decisão [de março] foi revista pelo TJMG e voltou a valer as legislações municipais, urbanísticas e vigentes”, detalhou.
Ele acrescentou que a Procuradoria acredita no trânsito em julgado da decisão nos próximos dias. Uma vez que foi apresentado o recurso especial e recurso extraordinário pelo Instituto Cidades e eles não foram acolhidos pelo tribunal [TJMG] e nós acreditamos que não serão, mesmo se for proposto alguma espécie de agravo interno, uma vez que o entendimento do Tribunal de Justiça é um entendimento muito consolidado com a jurisprudência nacional, com a doutrina e com o que traz a nossa legislação constitucional”, explicou o procurador do município.
Descartada insegurança jurídica para o setor de construção
Segundo o procurador, o cenário atual não gera insegurança jurídica para o setor da construção civil. O que nós temos hoje é uma decisão judicial respeitando a legislação urbanística municipal, reconhecendo a sua validade, reconhecendo que o município cumpriu o TAC, que está aqui, exauriu e que a sua legislação municipal vigente está de acordo com o ordenamento jurídico e política nacional. Não tem nenhuma insegurança jurídica para o setor, seja ele da construção civil ou outros setores envolvidos, porque isso não impacta unicamente na construção civil, isso impacta em toda a sociedade ipatinguense e até mesmo no Vale do Aço”, finalizou Andrei.
Nota do MP
A nota publicada pelo Ministério Público informava que o TAC impede a aplicação de leis municipais posteriores que tentaram flexibilizar parâmetros de construção na cidade, e que a atuação foi confirmada em Agravo de Instrumento interposto pelo MPMG em ação de cumprimento de sentença ajuizada pelo Instituto Cidades.
De acordo com o processo, a controvérsia começou quando a prefeitura passou a adotar, a partir de 2016, parâmetros do Plano Diretor e da Lei de Uso e Ocupação do Solo de 2014. Tais normas eram menos protetivas que o acordo judicial. Com a nova decisão, o município está proibido de aprovar projetos ou conceder alvarás que desrespeitem os limites de recuos, afastamentos e altura das edificações previstos no TAC”, destacou a nota do MPMG.
No entanto, após perceber que a última decisão do TJMG expedida em setembro do ano passado não foi alterada, a nota foi retirada do portal de notícias do órgão ministerial.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]


















Welton
03 de abril, 2026 | 13:13Concordo plenamente com vc Sincerão, tem algumas pessoas que não deveriam morar na cidade, pensam que a cidade é deles, deveriam voltar para a roça ou para as cavernas, já que não conseguem aceitar o progresso, isso só demonstra tamanha ignorância e egoísmo.”
Super Sincero
02 de abril, 2026 | 16:28Nossa sincerao, o cidadão expos apenas seu pensamento.”
Ipatinguense
02 de abril, 2026 | 16:22Eu tenho orgulho da minha cidade, mas esse povinho que comenta aqui, se jogar capim no chão almoçam de 4.
A principal fonte economica da cidade tá para virar uma mecânica de bairro, já não contratam e ainda mandam embora grandes montas de funcionarios e cabeças de bagres lutando para acabar com o pouco que ainda resta na cidade que são os bons bairros, gerando uma quantidade insuportavel de moradia (querendo comparar com BH E JF que tem economia voraz, em nada comparável com IPN), restando só a falência das famílias que nem mais a casa terão, apenas um apto de 15m2 para enriquecer algum construtor de fora. Afinal quem tem dinheiro JAMAIS moraria aqui. Basta ver o que fizeram com a praça do CNZ, AMONTUARAM de construções irregulares, com invasão da calçada, da rua, limites do terreno, NENHUMA ÁREA VERDE, tornaram a região carente INSUPORTÁVEL e tudo com validação da prefeitura que FINGE NAO ESTAR ACONTECENDO NADA. Quanto dinheiro publico foi gasto na recuperação da Rua Amós para um único individuo, de MANEIRA IRREGULAR, construir até na calçada e socar ar condicionado gerando ar quente para toda região, quebrar o pequeno e médio empresário e APENAS ENRIQUECER A DROGARIA DE TEOFILO OTONI??? A quem interessa defender essas pessoas? So posso acreditar na ignorancia de quem defende mesmo. Sigo torcendo para algum dia a prefeitura regularizar as calçadas para que idosos e crianças possam praticar esportes, andar e se manter saudaveis, e por enquanto só risco de serem atropelados pelo estacionamento irregular, ou escorregar em pisos de ceramicas. Fora o barulho de caixas de som irregulares e calor da falta de area verde combinado com ar quente para refrescar os mega milionarios que vieram SUGAR TUDO que restava da era que existiu a USIMINAS. Esse povo merece o que tem, vão viver essas vidas miseraveis a rezar por uma entidade do além algum dia fazer alguma coisa. Tsc.”
Guima
02 de abril, 2026 | 12:32Será que o TJMG tem sido tão rígido com outros municípios como em Ipatinga MG? A maioria das cidades brasileiras estão edificadas com prédios enfileirados um atrás do outros com problemas de ventilação . Imaginem São Paulo , Belo Horizonte e até mesmo aqui perto Governador Valadares é um edifício atrás do outro. Entendo que tem legislação vigente para este caso e Ipatinga deve sim obedecê_la. Porém Ipatinga tem pouco espaço territorial e tem ainda muito potencial de crescer verticalmente . A construção civil é muito importante., gera crescimento econômico e muito empregos . Deixem Ipatinga crescer .”
Sincerão
02 de abril, 2026 | 12:32Mensagem ao senhor cidadão Ipatinguense:
Amigo, se você não está satisfeito, venda a tua casa e vai morar na ROÇA, Vem me falar de "falta de ventilação" e prédios amontoados. Conhece BH? Juiz de Fora? Divinópolis? Mudem um pouco a cabeça, Ipatinga não está em condições de perder oportunidades econômicas. o Destino da USIMINAS é FECHAR AS PORTAS no longo prazo, então a cidade precisa aproveitar oportunidades de se diversificar. Já perdemos diversas oportunidades durante sua história; Se a construção civíl está prestigiando a cidade, devemos deixar acontecer. São milhares de empregos na construção. Os prédios valorizam o entorno, no térreo são criados espaços para lojas , restaurantes, etc. Deixem esses pensamentos retrógrados de lado e repito, se não estiver satisfeito, vende a casa e vão morar na ROÇA. Ipatinga não pertence a você apenas. Acabou a geração dos "peões da usina" que moravam em suas casas com terraço e varanda. Agora é a cidades dos empreendedores, do comércio, serviços e da construção civil.”
Observador
02 de abril, 2026 | 11:16Esse Viewer só pode ser doente da cabeça. kkkkkk Ou explorador imobiliário. kkkkkkk”
Cidadão Ipatinguense
02 de abril, 2026 | 11:15Amigos, não se esqueçam que esse TAC foi um ajustamento para evitar a sequência da construção de verdadeiros bombais, uns galinheiros chamados de apartamentos, vendidos a peso de ouro para as pessoas morarem numa cidade poluída e muito quente, sem ventilação, sem afastamento dos prédios laterais sem condições de serem ocupadas. A pesquisa científica na época indicou que as construções eram totalmente insalubres, estavam construindo prédios adensados, com um agarrado ao outro sem dar a condição de circulação de ar e o mínimo de qualidade ambiental para quem vai morar. Estavam transformando a cidade numa favela vertical. Então, o TAC veio para fazer uma normalização, uma regularização da ocupação urbana. Agora vem um cidadão falar em lawfare (nem sequer sabe o que isso significa). Ahh vai tomar sal. Vá te catar.”
Nelore
02 de abril, 2026 | 11:06Caríssimo Veiwer, não chega o Tião Aranha, com seus comentários sem pé nem cabeça, mas eruditos?
Não sei ingrêis, só lulês. Exemplo: qual o significado, em lulês, da palavra comprometu? Garota de programa.”
Viewer
02 de abril, 2026 | 08:43Esses coletivos militantes politicos jurídicos tem sido usados para promover lawfare dentro do país.
isso tem que acabar.”
Estranho
01 de abril, 2026 | 20:27Estranho isso, muito estranho!!!”