02 de abril, de 2026 | 07:10

Leitura infantil contribui para formação de cidadãos e valores, afirma escritor da região

Arquivo Pessoal
Escritor da região defende literatura infantil como ferramenta de formaçãoEscritor da região defende literatura infantil como ferramenta de formação

O Dia Internacional do Livro Infantil é celebrado nesta quinta-feira (2). Refletindo a respeito da data, o professor e escritor Rodrigo Cristiano Alves, natural de Timóteo e morador de Ipatinga, concedeu entrevista à reportagem do Diário do Aço. Ele destacou a importância da leitura desde a infância como ferramenta essencial para o desenvolvimento das crianças, ressaltando que o contato com os livros amplia o vocabulário, estimula a imaginação e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes.

Para o autor, a literatura infantil também tem papel fundamental na construção de valores. Defende, ainda, que obras voltadas ao público infantil podem tratar de assuntos diversos, como sentimentos, cidadania, problemas sociais e até temas sensíveis, desde que respeitada a linguagem adequada à faixa etária.

“Valores, se desde cedo forem ensinados, mais fáceis serão de ser aprendidos e ‘enraizados’ pelas crianças, e os livros infantis podem em suas diversas histórias trazer temas transversais que por sua vez irão contribuir para a formação dos pequenos cidadãos”, afirmou.

Rodrigo contou que começou a escrever ainda na época em que estudava Design Gráfico, mas a motivação para publicar surgiu com o desejo de criar histórias para as próprias filhas. Entre os livros já publicados estão “Por que o cabelo da princesa foi passear?”, que aborda o câncer de forma lúdica; “A selfie da dona baratinha”, sobre redes sociais, bullying e autoaceitação; “A menina com asinhas na cabeça”, que valoriza a criatividade infantil; e “O pequeno livro para pequenos meninos”, que discute sentimentos e respeito.

Leitores desafiadores


Rodrigo Cristiano enfatiza que escrever para crianças exige atenção e sensibilidade, já que são sinceras e vistas como leitores "críticos", portanto, na avaliação de Rodrigo, agradá-las costuma ser difícil.

“Escrever para crianças é mais desafiador que escrever para o público adulto, pois precisamos primeiro pensar em uma história que seja cativante para elas e ao mesmo tempo que ensine valores. Depois precisamos trazer esta história que mesmo que esteja em mundo de fantasia tenha elementos da vivência delas, e principalmente em uma linguagem adequada às faixas etárias que o livro será apresentado”.

Incentivo


O escritor também reforçou a importância da escola e da família no incentivo à leitura. “Somos espelhos das crianças, um adulto que lê e incentiva uma criança a ler, dando livros, levando às bibliotecas ou mesmo lendo para elas, já é a sementinha plantada para termos grandes leitores”, concluiu.
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