01 de abril, de 2026 | 15:28

Minas Gerais abre 22,8 mil novos postos formais de trabalho em fevereiro

Ênio Simões/Agência Brasília
Todos os cinco grandes setores da economia - Comércio, Serviços, Indústria, Construção e Agricultura registraram saldo positivo no mês de fevereiroTodos os cinco grandes setores da economia - Comércio, Serviços, Indústria, Construção e Agricultura registraram saldo positivo no mês de fevereiro

O estado de Minas Gerais gerou, em fevereiro deste ano, um total de 22.874 novos empregos formais com carteira assinada. Os dados são do Novo Caged e foram divulgados nesta terça-feira (31/3), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Quatro dos cinco principais grupamentos de atividades econômicas apresentaram resultado positivo no segundo mês do ano no estado mineiro. O setor de Serviços foi o que mais gerou postos de trabalho formais, tendo aberto 16,1 mil novos empregos com carteira assinada. Em seguida, aparecem a Agropecuária (3,2 mil), a Construção (1,9 mil) e a Indústria (1,7 mil). Apenas o Comércio apresentou resultado negativo (-126).

Belo Horizonte foi o município mineiro que mais gerou postos em fevereiro: 2,6 mil. A capital de Minas Gerais tem atualmente um estoque formal de 1 milhão de vínculos. Em seguida, os municípios que mais geraram vagas com carteira assinada no estado foram: Contagem (1,2 mil), Nova Serrana (1,1 mil), Rio Paranaíba (1 mil) e Betim (962).

As novas vagas com carteira assinada geradas em fevereiro em Minas Gerais foram ocupadas, em sua maioria, por pessoas do sexo feminino (13,6 mil), com os homens tendo ocupado 9,2 mil vagas. Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas com as vagas em Minas Gerais (13 mil). Jovens entre 18 e 24 anos são o grupo com maior saldo de vagas no estado: 9,8 mil.

Nacional


O Brasil gerou 255.321 novos empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. No acumulado do ano, de janeiro a fevereiro de 2026, foram gerados 370.339 novos postos formais. Com isso, o estoque total de vínculos chegou a 48.837.602 trabalhadores, o que representa crescimento de 2,2%. No acumulado de 12 meses, de março de 2025 a fevereiro de 2026, o saldo é de 1.047.024 empregos formais.

Unidades da federação


Em fevereiro deste ano, 24 das 27 unidades da Federação tiveram saldos positivos. Os destaques foram São Paulo, com 95.896 postos, seguido por Rio Grande do Sul (24.392) e Minas Gerais (22.874). As unidades com saldo negativo foram Alagoas (-3.023), Rio Grande do Norte (-1.186) e Paraíba (-1.186).

Regiões


O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões do país. A região com maior número de novos empregos formais em fevereiro de 2026 foi a Sudeste, com saldo de 133 mil, seguida pela Sul, que registrou 67,7 mil, e a Centro-Oeste, com 32,3 mil vagas. A região Nordeste apresentou saldo positivo de 11,6 mil postos, enquanto na Norte foi de 10,6 mil.

Grupos econômicos


Todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo no mês. O destaque foi o setor de Serviços, com 177.953 vagas. Em seguida aparecem os setores da Indústria (32.027), da Construção (31.099), da Agropecuária (8.123) e do Comércio (6.127).

Grupos populacionais


No recorte populacional, o saldo foi positivo para mulheres (155.064) e homens (100.257). Jovens de até 24 anos concentraram 163.056 vagas, o equivalente a 63,9% do total gerado no mês.

Por escolaridade, pessoas com ensino médio completo (162.295) lideraram a ocupação dos postos, seguidas por trabalhadores com nível superior (42.179).

No recorte por raça, os maiores saldos foram registrados entre pardos (140.945), brancos (96.608) e pretos (28.979),
além de indígenas (2.442) e amarelos (201). Brasileiros e naturalizados responderam por 244.817 vagas, enquanto estrangeiros tiveram saldo positivo de 10.504 postos.

Salários


O salário médio real de admissão em fevereiro de 2026 foi de R$ 2.346,97, com variação negativa de R$ 55,91 (-2,3%) em relação a janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve aumento de R$ 62,94 (+2,75%). Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio foi de R$ 2.393,17, enquanto para os não típicos ficou em R$ 2.072,75.
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