01 de abril, de 2026 | 08:21
Planalto anuncia troca de ministros com saídas para disputa eleitoral
O Palácio do Planalto anunciou nesta terça-feira (31/3) mudanças em 20 ministérios, motivadas pela saída de titulares que devem disputar as eleições de outubro. O prazo para desincompatibilização de cargos públicos termina em 4 de abril.As alterações atingem mais da metade das 38 pastas do governo federal. Parte dos substitutos já integrava a estrutura da Esplanada, estratégia adotada para garantir continuidade administrativa.
Durante reunião ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que optou por nomes que já atuam no governo, com o objetivo de evitar descontinuidade nas políticas públicas.
Na segunda-feira (30/3), Lula confirmou que o secretário-executivo do Ministério da Educação, Leonardo Barchini, assumirá a pasta no lugar de Camilo Santana, que deixa o cargo para participar do processo eleitoral, ainda sem definição sobre candidatura ou atuação em campanha.
Definições pendentes
Algumas mudanças ainda estão em aberto. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deve deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e a tendência é que Márcio França, atual ministro do Empreendedorismo, assuma a função.
Na Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT) deve disputar o Senado. O governo ainda avalia nomes para a substituição, buscando alguém com articulação no Congresso.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também já confirmou saída e avalia filiação partidária para disputar vaga no Senado por São Paulo.
Principais mudanças
Transportes
Sai: Renan Filho (MDB), para disputar o governo de Alagoas
Entra: George Santoro, atual secretário-executivo
Portos e Aeroportos
Sai: Silvio Costa Filho (Republicanos), para disputar o Senado por Pernambuco
Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca, atual secretário-executivo
Planejamento e Orçamento
Sai: Simone Tebet (PSB), para disputar o Senado por São Paulo
Entra: Bruno Moretti, atual secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil
Meio Ambiente
Sai: Marina Silva, que avalia candidatura ao Senado por São Paulo
Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco, atual secretário-executivo da pasta
Direitos Humanos e Cidadania
Sai: Macaé Evaristo (PT), para disputar reeleição como deputada estadual em Minas Gerais
Entra: Janine Mello dos Santos, atual secretária-executiva
Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Sai: Paulo Teixeira (PT), candidato à reeleição como deputado federal por São Paulo
Entra: Fernanda Machiaveli, atual secretária-executiva
Casa Civil
Sai: Rui Costa (PT), que deve disputar o Senado pela Bahia
Entra: Miriam Belchior, atual secretária-executiva
Educação
Sai: Camilo Santana (PT), que pode disputar eleição ou atuar na campanha no Nordeste
Entra: Leonardo Barchini, atual secretário-executivo
Esportes
Sai: André Fufuca (PP), para disputar o Senado pelo Maranhão
Entra: Paulo Henrique Cordeiro Perna, atual secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social
Cidades
Sai: Jader Filho (MDB), para disputar vaga de deputado federal pelo Pará
Entra: Antônio Vladimir Lima, atual secretário-executivo
Igualdade Racial
Sai: Anielle Franco (PT), candidata à deputada federal pelo Rio de Janeiro
Entra: Rachel Barros de Oliveira, atual secretária-executiva
Povos Indígenas
Sai: Sonia Guajajara (Psol), candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo
Entra: Eloy Terena, atual secretário-executivo
Agricultura e Pecuária
Sai: Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição ao Senado por Mato Grosso
Entra: André de Paula, atual ministro da Aquicultura e Pesca
Aquicultura e Pesca
Sai: André de Paula (PSD), que assume o Ministério da Agricultura
Entra: Rivetla Edipo Araujo Cruz, atual secretário-executivo
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