31 de março, de 2026 | 06:00
Ano JK tem programação cultural integrada em Minas
Paulo Lacerda/FCS
Exposições, debates, ações educativas e espetáculos celebram o legado de Juscelino Kubitschek nos 50 anos de sua morte
Com ampla agenda cultural, artística e educativa, o Ano JK foi lançado por iniciativa do Governo de Minas, na semana que passou, em solenidade no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. O projeto ressalta a contribuição de Juscelino Kubitschek de Oliveira, político mineiro, para a modernização do país, em razão dos 50 anos de sua morte ocorrida em 2026. As atividades serão coordenadas pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com Fundação Clóvis Salgado (FCS), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG).
Exposições, debates, ações educativas e espetáculos celebram o legado de Juscelino Kubitschek nos 50 anos de sua morteA programação será realizada até setembro e inclui exposições, palestras, mostras de cinema, concursos literários e ações educativas, ocupando espaços do Circuito Liberdade, como o Palácio da Liberdade, o Palácio das Artes, a Biblioteca Pública Estadual e o Arquivo Público Mineiro, além de outras instituições culturais.
O encerramento está previsto para o dia 12/9, na cidade de Diamantina, terra natal de JK, com a estreia da ópera inédita Chica”, produzida pelos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. Na sequência, haverá récitas da montagem nos dias 23, 25 e 27 de setembro, no Palácio das Artes.
Simbolismo
No fim de semana, o Palácio das Artes, que completa 55 anos em 2026, recebeu ações comemorativas que evidenciam a sua ligação com JK, incluindo o lançamento de um livro sobre sua história e uma exposição com croquis de Oscar Niemeyer, reforçando o diálogo entre arquitetura, cultura e política. Um dos destaques foi a mostra de cinema JK e o sonho moderno”, no Cine Humberto Mauro, com filmes que abordam os impactos da modernização na sociedade e o contexto histórico do desenvolvimentismo. O Palácio das Artes foi idealizado ainda na gestão de JK, como prefeito de Belo Horizonte, e simboliza esse legado e reforça a importância de celebrar sua trajetória por meio da arte e da cultura”, ressaltou o presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis.
O Iepha-MG também integra a agenda programada com debates e a exposição Minas Moderna: Patrimônio e Futuro”, no mês de junho, tomando o Conjunto Moderno da Pampulha como referência para discutir a relação entre modernismo, identidade e políticas públicas. No mesmo período, o Arquivo Público Mineiro irá promover visitas guiadas a uma mostra documental sobre a construção de Brasília, reunindo registros históricos do projeto que simboliza a modernização nacional.
Em agosto, o IHGMG realiza homenagens, concurso literário, palestras, exibição de documentário e seminário acadêmico sobre a trajetória de JK, além de uma missa em sua memória. A Biblioteca Pública Estadual vai apresentar a exposição JK: Muito além de seu tempo”, com recortes da imprensa que retratam diferentes momentos da vida e da carreira do ex-presidente.
A Casa Fiat de Cultura também vai marcar presença na programação com uma exposição, prevista para julho, que relaciona o projeto desenvolvimentista de JK ao processo de industrialização do país, com ênfase no setor automobilístico. A proposta conecta cultura, indústria e transformação social, inserindo a atuação da instituição em uma narrativa mais ampla sobre modernização e mobilidade no Brasil.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]











