27 de março, de 2026 | 07:05
Paróquia pede ajuda da comunidade para colocar novo telhado na Co-Catedral de Coronel Fabriciano
Por Matheus ValadaresAs obras de restauração da Co-Catedral de São Sebastião, no bairro Professores, em Coronel Fabriciano, continuam em andamento. Divididas em etapas, as atividades já se encontram na quarta fase, com a fixação de pilares que irão sustentar o novo teto do imóvel.
Neste mês de março, a paróquia de São Sebastião deu início à campanha Metro Quadrado, e convida fiéis e moradores da região a doarem entre R$ 200 e R$ 250 para a compra do telhado que vai cobrir a igreja.
Nós estamos nesse momento colocando estruturas que vão sustentar todo o nosso teto, e a campanha convida as pessoas a nos ajudar a pagar. Você pode entrar na campanha e contribuir com R$ 200, que é o metro quadrado, ou R$ 250, que é o metro quadrado com a mão de obra. Nós precisamos de mais ou menos 1.800 pessoas para estar pagando todo esse teto”, afirmou o padre José Cláudio, pároco da paróquia São Sebastião. Nós já compramos o teto, porque ele demora para ser fabricado, é um teto especial. Já fizemos o pagamento da primeira prestação. São quatro pagamentos e só faltam três. A campanha é para atingir esse pagamento”, continuou o vigário em entrevista ao Diário do Aço.
Ainda de acordo com o pároco, embora não seja a etapa final da reforma do templo cristão, colocar o novo telhado permitirá que missas voltem a ser celebradas no espaço, mesmo sem o término das obras.
Depois de colocar o teto nós vamos começar a celebrar na Co-Catedral. Os paroquianos que saíram e foram para outros lugares, porque gostam de estar dentro da igreja, vão poder voltar para participar conosco”, frisou o padre.
Tijolo por tijolo
O padre fez questão de ressaltar que a reforma do templo tem evoluído dentro do possível, visto a condição financeira da paróquia, por isso, as atividades foram divididas em etapas. No primeiro momento, foram resolvidos trâmites burocráticos, inclusive, um decreto de 2023 que conferiu o título de Espaço Memória à Igreja Co-Catedral de São Sebastião, que facilitou a captação de recursos públicos, inclusive, em níveis Estadual e Federal, destinados à reconstrução da igreja.
Desde então, a paróquia recebeu recursos financeiros de parlamentares, como, por exemplo, o deputado estadual Celinho Sintrocel (PCdoB), que por intermédio do vereador Zezinho Sintrocel (PSB) destinou R$ 500 mil em 2024 e outros R$ 280 mil no ano passado.
O primeiro passo foi regularizar tudo, até mesmo para permitir que fossem enviadas emendas parlamentares para a Co-Catedral. Essa regularização demorou um pouco. A outra etapa foi a demolição do telhado, que caiu em parte, mas ficou todo condenado e não pôde ser usado. Depois, a outra etapa foi recuperar os pilares. São oito pilares que sustentavam toda aquela estrutura e eles estavam quase perfeitos. Se a gente fosse fazer os oito pilares, seria mais um gasto imenso, então nós recuperaríamos todos os pilares. E agora, na atual etapa, chegou a hora de colocar toda a sustentação em cima desses pilares para depois a gente chegar com o teto”, relembrou padre José Cláudio.
Relembre o caso
A Co-Catedral de São Sebastião está interditada há quase quatro anos, desde então, as missas celebradas no espaço sacro foram transferidas para o Salão Paroquial, na rua Doutor Querubino, esquina com Manoel Joaquim Pires, no Centro.
Na noite do dia 12 de maio de 2022, por volta das 23h, parte do teto cedeu e caiu. Não havia ninguém no templo na hora do ocorrido.
A igreja
A Co-catedral de São Sebastião foi inaugurada em 1993 pelo então pároco padre Élio Athayde. Sua arquitetura foi inspirada em estilo oriental, inspirada em uma tenda descrita em passagem bíblica. O templo funcionava a co-sede da Diocese de Itabira-Fabriciano.
A necessidade de uma igreja maior surgiu pelo aumento de participação dos fiéis nas missas e celebrações. Por isso, no fim da década de 1980, o então pároco, padre Élio, começou um movimento para angariar fundos para a nova construção.
O espaço santo abriga uma réplica em miniatura da estação ferroviária do Calado (primeiro nome da cidade) e o memorial Dom Lélis Lara, espaço que agrega a memória desse bispo redentorista que marcou a região do Vale do Aço.
Já publicado:
Queda do teto da co-catedral de São Sebastião completa três anos
Câmara de Fabriciano autoriza repasse de R$ 500 mil para obras da co-catedral
Catedral fabricianense receberá R$ 500 mil para retirada de telhado condenado
A Co-Catedral de São Sebastião de Fabriciano é reconhecida como Espaço de Memória
Co-catedral de Coronel Fabriciano é interditada depois de queda de parte do teto
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]



















