26 de março, de 2026 | 15:10
Centro de terapias para autistas está previsto para funcionar no segundo semestre em Timóteo
Divulgação
A Câmara de Vereadores sediou audiência pública para discutir políticas públicas oferecidas pelo município para crianças e adolescentes com TEA
A Câmara de Vereadores sediou audiência pública para discutir políticas públicas oferecidas pelo município para crianças e adolescentes com TEAA audiência pública que discutiu as políticas públicas oferecidas pelo Município de Timóteo para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) evidenciou a demanda reprimida por atendimento. O centro de terapias (Natea), considerado um anseio das famílias atípicas, está com o imóvel em reforma e, conforme a secretária de Saúde, Érica Ferreira, a previsão é de início do atendimento no segundo semestre deste ano.
A demanda aumentou. Como gestores, não podemos criar serviços que não terão condições de continuar, temos que ter responsabilidade”, ressaltou Érica, durante audiência pública na Câmara Municipal, nesta quarta-feira (25).
Autor do requerimento da audiência, o vereador Lair Bueno destacou a necessidade de avanço nas políticas públicas voltadas às famílias atípicas. Segundo ele, a lei municipal que reconhece o autismo como deficiência e garante o direito às políticas públicas é de 2010, porém a cidade ainda não dispõe de um centro especializado de atendimento.
A diretora da Saúde de Timóteo, Nicole Coqui, apresentou informações sobre a política pública de atendimento às pessoas com TEA. Um imóvel no bairro Bromélias foi alugado e passa por reforma para abrigar o Natea. O espaço conta com nove salas destinadas ao atendimento multidisciplinar de crianças de dois a dez anos, com perspectiva de atender 3.376 pacientes por mês. Timóteo está dando um passo importante com o Natea funcionando já este ano.
Estamos buscando cofinanciamento estadual e federal. Emendas parlamentares são muito importantes também.
Esperamos reduzir o tempo de espera e fortalecer a rede de inclusão social das famílias atípicas”, informou.
Experiências bem sucedidas
Para a audiência, foram convidados representantes de Santana do Paraíso e da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que apresentaram experiências voltadas ao atendimento de famílias atípicas. O vereador do Rio de Janeiro, Paulo Messina, explicou que o programa da cidade inclui ações nas áreas de educação, saúde e assistência social. Na saúde, há diagnóstico precoce e tratamento com intensidade e repetição. Na educação inclusiva, crianças e adolescentes têm acesso a professores capacitados, sala de recurso multidisciplinar, atividades personalizadas, programa de ensino individualizado e mediador escolar, especialmente para níveis 2 e 3 de autismo. Na assistência social, o acompanhamento inclui apoio às mães, principalmente as mães solo.
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