18 de março, de 2026 | 21:44
Rolagem infinita será proibida ao público infantil nas redes
Informações da Agência BrasilO decreto que regulamenta a Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), publicado nesta quarta-feira (18), proíbe práticas manipulativas do público infantil em ambientes virtuais.
Uma delas é a chamada rolagem infinita, recurso que carrega novos conteúdos automaticamente, sem solicitação.
Esse tipo de recurso é comum em redes sociais como Instagram, Facebook e TikTok, criando um fluxo contínuo de informações.
A reprodução automática de vídeos (autoplay) também deverá ser proibida para crianças e adolescentes.
Caberá à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) definir requisitos técnicos e de segurança para vetar práticas manipulativas.
Segundo o secretário Victor Fernandes, esses recursos podem explorar vulnerabilidades e gerar sensações de angústia e urgência.
O decreto também cita notificações compulsórias, que criam sensação de escassez e imediatismo.
Orientações
Na sexta-feira (20), a ANPD deve divulgar orientações sobre verificação de idade, uma das principais exigências do ECA Digital.A medida busca garantir que menores de 18 anos não acessem conteúdos inadequados.
A lei determina que a verificação etária não viole a proteção de dados.
Segundo Iagê Miola, serão exigidos critérios como acurácia, privacidade e proporcionalidade.
A ANPD também vai promover consultas públicas para definir regras mais completas.
Regulamentação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou três decretos para regulamentar o ECA Digital.Entre as medidas, está a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, ligado à Polícia Federal.
O órgão vai centralizar denúncias e investigações de crimes digitais.
O ECA Digital, sancionado em setembro, entrou em vigor com regras mais rigorosas para proteger crianças e adolescentes no ambiente online.
A coordenadora Maria Mello afirmou que a regulamentação representa um marco histórico e resultado de construção coletiva.
Ela destacou que a lei busca proteger crianças e adolescentes na internet, e não da internet, enfrentando práticas que exploram vulnerabilidades e lucram com a infância.
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