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18 de março, de 2026 | 07:30

MEC assina autorização para início das obras de Instituto Federal em Caratinga

Enviada ao Diário do Aço
Entre os que assinaram a ordem de serviço estão o ministro da Educação Camilo Santana, o Reitor do IF Sudeste, Valdir José da Silva, e Rui Gonçalves, coordenador da implantação do campusEntre os que assinaram a ordem de serviço estão o ministro da Educação Camilo Santana, o Reitor do IF Sudeste, Valdir José da Silva, e Rui Gonçalves, coordenador da implantação do campus
Por Matheus Valadares

A construção do campus Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) em Caratinga, no Colar Metropolitano do Vale do Aço, foi autorizada pelo Ministério da Educação (MEC). Conforme já havia divulgado o Diário do Aço, a obra será executada pela empresa O K Empreendimentos Construções e Serviços Ltda., vencedora da licitação. O investimento total é de R$ 16.321.628,96, conforme o contrato já assinado, enquanto o prazo de vigência é de 36 meses.

A assinatura do termo de autorização ocorreu segunda-feira (16), em visita ao colégio de dirigentes da Reitoria do IF Sudeste MG, em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira. Entre os presentes, estavam o ministro da Educação Camilo Santana, o Reitor Valdir José da Silva, o Secretário da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), Marcelo Bregagnoli, e Rui Gonçalves de Souza, coordenador da implantação do campus.

Junto ao termo de autorização para início das obras em Caratinga, também foi assinado o documento que permite a construção do campus em São João Nepomuceno, na Zona da Mata.

Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o MEC investirá aproximadamente R$ 51 milhões nas duas unidades, incluindo aquisição de equipamentos e mobiliários.

“Além dos dois novos campi, o MEC investirá mais de R$ 50 milhões para consolidar as unidades que já existem”, iniciou Camilo Santana. “O MEC nunca olhou tanto para a educação básica e para os institutos federais deste país, que são fundamentais para criar novas oportunidades e abrir portas para a população. Aqui, no IF Sudeste MG, vamos construir restaurantes comunitários, quadras poliesportivas e bibliotecas para garantir que, cada vez mais, crianças e adolescentes da região tenham acesso à educação de qualidade”, concluiu o ministro de Educação.

Ao todo, o instituto está recebendo R$ 96,7 milhões em recursos do Novo PAC, que inclui ações de expansão e consolidação dos institutos federais.

BR-116


O Campus Caratinga ficará um terreno à margem da BR-116 e a cerca de 6,7 km do Centro da cidade, numa localidade conhecida como Barra da Laje. O bloco educacional e administrativo, construído em uma área de aproximadamente 3 mil metros quadrados, terá salas administrativas, espaço para servir refeições, cozinha, biblioteca, salas de estudo, 16 salas de aula, área de convivência e sanitários.

Também está programada a construção de uma quadra poliesportiva coberta, com arquibancada e vestiários, além de guarita de acesso. O projeto inclui toda a infraestrutura externa necessária, como terraplanagem, rede de água potável, coleta de esgoto, drenagem pluvial, pavimentação, instalação de subestação elétrica, iluminação externa, calçadas, acessos e paisagismo.

Segundo o reitor, Valdir Silva, a expansão dos institutos federais, possibilitada pelos recursos do Novo PAC, é incomparável na história da Rede Federal. “A gente sabe que o governo Lula sempre investiu muito nos institutos federais, mas esta gestão ficará marcada porque, decisivamente, trouxe um desenvolvimento fora do comum”, afirmou.

Consolidação e expansão 


O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,4 bilhão em todo país. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em sedes próprias.

Já para a expansão dos institutos federais, o governo federal está implantando mais de 100 novas unidades em todo o país, também com recursos do Novo PAC, totalizando R$ 2,5 bilhões. A previsão é criar mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. (Com informações da assessoria de Comunicação Social do MEC).
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Comentários

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Tião Marreta

18 de março, 2026 | 10:51

“evidente o descompasso entre o potencial do Vale do Aço e os resultados entregues por seus representantes políticos. A região, que tem relevância econômica e industrial, ainda enfrenta problemas estruturais que se arrastam há décadas: um aeroporto que nunca se consolida, uma BR com radares e pedágio, mas sem duplicação completa, ausência de um hospital público de referência e escolas com estrutura defasada.

Além disso, questões básicas de infraestrutura urbana, como obras de drenagem, contenção de encostas e preparo para o período chuvoso, seguem insuficientes. O transporte coletivo, por sua vez, permanece ultrapassado, sem acompanhar as necessidades da população. Até mesmo conquistas importantes, como a chegada de uma universidade federal, demoraram anos para se concretizar ? e ainda assim, surgem mais como exceção do que como resultado de um planejamento consistente.

O que mais chama atenção é que outras cidades, com menos atividade política e menor capacidade financeira, conseguem avançar mais e entregar melhores resultados à população. Isso reforça a percepção de fragilidade na atuação política local, marcada por pouca efetividade, baixa articulação e falta de prioridade em pautas essenciais.”

Gildázio Garcia Vitor

18 de março, 2026 | 10:41

“"BRASIL: sem união, mas com reconstrução".”

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