16 de março, de 2026 | 07:27

Traficante acusado de ordenar execução de jovens vai a julgamento nesta segunda-feira em Inhapim

Divulgação TJMG
A sessão de julgamento ocorrerá no Fórum da Comarca de Inhapim, com início previsto para 9h da manhãA sessão de julgamento ocorrerá no Fórum da Comarca de Inhapim, com início previsto para 9h da manhã

O Tribunal do Júri da comarca de Inhapim promove nesta segunda-feira (16), a partir das 9h, o julgamento do traficante Wadryan Júnior Vieira Fagundes, conhecido como “BK”. A acusação no plenário será feita pelo Promotores de Justiça, Igor Heringer Chamon Rodrigues e Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, do Ministério Público de Minas Gerais.

Além da tentativa de homicídio duplamente qualificada, o processo também apura crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores e posse ilegal de arma de fogo.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a motivação do crime estaria ligada ao tráfico de drogas. As vítimas teriam se afastado das atividades ilícitas relacionadas à comercialização de entorpecentes na região, o que teria motivado a ordem de execução como forma de intimidar outros integrantes e manter o controle do grupo criminoso sobre o comércio de drogas na localidade.

Entenda o crime

De acordo com as investigações, o crime ocorreu no dia 5 de março de 2025, por volta de 21h, na rua Nápoles, bairro Morro da Espanha, na cidade de Dom Cavati.

Na ocasião, dois executores armados, utilizando toucas e roupas para dificultar a identificação, surpreenderam as vítimas P.H.M., e T.G.S., em uma viela de acesso restrito e com pouca iluminação.

Os criminosos se aproximaram de forma sorrateira e passaram a efetuar diversos disparos de arma de fogo na direção das vítimas. P.H. chegou a ser atingido de raspão no braço, mas conseguiu fugir correndo em direção a uma área de mata próxima.

Já T.G. correu para dentro de sua residência e se escondeu debaixo de uma cama, chegando a desmaiar de medo diante da violência da ação criminosa.

O que diz a denúncia do MPMG
Segundo o Ministério Público, os disparos foram feitos por executores ligados ao grupo criminoso, por ordem direta de Wadryan, que, mesmo recolhido em unidade prisional em Governador Valadares, exercia papel de liderança e comando na organização criminosa, mantendo contato com os executores e determinando a execução das vítimas.

A denúncia aponta que o crime foi praticado com as qualificadoras de motivo torpe, já que teria sido motivado pela disputa e controle do tráfico de drogas na região, e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, uma vez que os autores agiram encapuzados, de forma repentina, armados e em local de pouca visibilidade, surpreendendo os jovens.

Durante as investigações, também foram apreendidas 139 pedras de crack, pinos de cocaína, porções de maconha, balança de precisão, materiais para fracionamento de drogas, munições e um revólver calibre .38, elementos que reforçam a atuação do grupo no tráfico de entorpecentes. A sessão de julgamento ocorrerá no Fórum da Comarca de Inhapim, com início previsto para 9h da manhã.
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