17 de março, de 2026 | 10:40

Réu acusado de dupla tentativa de homicidio em Dom Cavati pega mais de 57 anos de cadeia

Divulgação TJMG
Tribunal do Júri de Inhapim condena réu a 57 anos e 2 meses por dupla tentativa de homicídio qualificado, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menoresTribunal do Júri de Inhapim condena réu a 57 anos e 2 meses por dupla tentativa de homicídio qualificado, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores

O Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim condenou, nesta segunda-feira (16/3), um réu denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por duas tentativas de homicídio qualificado, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. Ao fim do julgamento, foi fixada pena de 57 anos e 2 meses de reclusão para Wadryan Júnior Vieira Fagundes, conhecido como “BK”.

A acusação em plenário foi sustentada pelos Promotores de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Igor Heringer Chamon Rodrigues, que atuaram em nome do Ministério Público e obtiveram a condenação.

Durante a sessão plenária, os Promotores de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro e Igor Heringer Chamon Rodrigues mantiveram atuação no sentido de manter a tese da acusação. "Mesmo diante de comportamento intimidatório atribuído ao réu, foi sustentada a tese acusatória apresentada pelo Ministério Público", explica nota divulgada pelo MP.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia, os fatos estão relacionados a uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas na região de Dom Cavati, área que pertence à Comarca de Inhapim. Segundo apurado nas investigações, as vítimas de uma dupla tentativa de homicídio foram atacadas no dia 5 de março de 2025, no bairro Morro da Espanha, em contexto ligado à disputa e ao controle do comércio ilícito de entorpecentes. Conforme narrado pelo Ministério Público, a ação criminosa foi praticada por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Ainda segundo a denúncia, além dos crimes contra a vida, o réu também integrou associação estável voltada à traficância, mantendo vínculo com a mercancia de drogas e com a atuação de outros envolvidos, inclusive com participação de adolescente, circunstância que fundamentou também a imputação pelo crime de corrupção de menores.

O que a investigação estabeleceu

As investigações apontaram a apreensão de expressiva quantidade de entorpecentes, entre eles pedras de crack, pinos de cocaína e buchas de maconha, além de munições, arma de fogo, balanças de precisão, materiais para endolação e aparelhos celulares, elementos que reforçaram a tese acusatória de tráfico e associação para o tráfico.

"Para o Ministério Público, a condenação reafirma a resposta firme do sistema de Justiça no enfrentamento à criminalidade violenta e ao tráfico de drogas, especialmente em casos que envolvem atentados contra a vida, atuação organizada de agentes criminosos e cooptação de adolescentes para a prática de delitos", encerra a nota divulgada pelo MP.
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