13 de março, de 2026 | 07:00

Terapeuta detalha de onde vieram as crenças da sexta-feira 13

Um dia marcado por simbolismos e superstições

Arquivo pessoal
A terapeuta Maria Eduarda Vieira explicou também sobre os mitos associados à data A terapeuta Maria Eduarda Vieira explicou também sobre os mitos associados à data
Isabelly Quintão
A sexta-feira 13 costuma despertar curiosidade e uma série de superstições populares. Em entrevista à reportagem do Diário do Aço, a terapeuta integrativa Maria Eduarda Vieira explicou que muitas dessas ideias têm origem em tradições culturais e religiosas que, ao longo do tempo, foram sendo incorporadas à cultura popular.

Maria Eduarda, que trabalha com terapias energéticas, tarô e reiki, pontuou que o número 13 passou a ser visto em algumas tradições como um número “fora da ordem”, principalmente porque o 12 era considerado um número de organização e completude, como os 12 meses do ano, os 12 signos e os 12 apóstolos ligados a Jesus Cristo.

“A sexta-feira também acabou sendo associada a acontecimentos simbólicos dentro do cristianismo, e com o tempo essas ideias foram sendo repetidas na cultura popular. A raiz do simbolismo do número 13 é muito mais antiga que a própria superstição da sexta-feira 13. Em várias culturas antigas ele estava ligado aos ciclos da natureza e da lua, já que em um ano existem aproximadamente 13 ciclos lunares”, contou.

Acrescentou, ainda, que em tradições espirituais antigas e também em caminhos neopagãos, como a Wicca, o 13 não é visto como negativo, mas como um símbolo de transformação e conexão com os ciclos naturais. “Com o tempo, durante a expansão do cristianismo na Europa, muitos desses símbolos foram reinterpretados e o número 13 acabou ganhando uma fama mais negativa”, informou.

Superstições mais comuns


Dentre as superstições mais conhecidas estão evitar passar debaixo de escada, não quebrar espelho, ter cuidado com gato preto cruzando o caminho e evitar começar algo importante no dia e usar amuletos de proteção. Outra ideia presente no imaginário popular é bater na madeira para afastar o azar.

A terapeuta destacou que muitas pessoas, principalmente jovens, tratam a data como uma curiosidade cultural ou brincadeira, no entanto, essas crenças são fortes entre pessoas mais velhas, porque foram transmitidas por gerações. “Algumas pessoas falam até mesmo em usar amuletos, fazer uma oração de proteção ou simplesmente agir com mais cautela. São atitudes mais simbólicas do que algo levado muito a sério por todos”.

Gato preto


Próximo a sexta-feira 13 surgem campanhas de proteção, principalmente aos gatos pretos. Maria Eduarda explicou que isso ocorre pois, historicamente, os gatos pretos foram associados a superstições negativas. “Isso acontece porque, historicamente, os gatos pretos foram associados a superstições negativas. Por isso, algumas Organizações Não Governamentais (ONGs) fazem campanhas nessa época para conscientizar as pessoas de que esses animais não trazem azar e merecem cuidado e respeito”.

No tarô, o número 13 corresponde à carta da morte, contudo, dentro do simbolismo do tarô, a carta não se refere à morte literal, conforme mencionou a taróloga. “Ela representa transformação, encerramento de ciclos e renascimento. Simbolicamente, o 13 também pode ser visto como um número ligado à mudança e à renovação”, enfatizou.

Reflexão


Como terapeuta, Maria Eduarda diz acreditar que o mais importante é entender que símbolos e crenças fazem parte da cultura, mas também é saudável refletir sobre o significado dado a eles. “Muitas vezes o que existe por trás dessas superstições não é azar ou sorte, mas a forma como a mente humana constrói sentidos para o mundo”, finalizou.

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