12 de março, de 2026 | 07:30

Associação facilita acesso a tratamento com cannabis medicinal no Vale do Aço

Enviada ao Diário do Aço
Entidade oferece suporte para pacientes de baixa renda Entidade oferece suporte para pacientes de baixa renda
Por Isabelly Quintão

Uma associação que atua no Vale do Aço tem facilitado o acesso de pacientes ao tratamento com cannabis medicinal. O tratamento é indicado para casos como autismo, Parkinson, fibromialgia e dores crônicas. A iniciativa é da fisioterapeuta Lorrana Gonçalves de Assis, fundadora e presidente da Associação Terapêutica Receita Verde (Atreve).

A associação foi criada em 2024 e formalizou seu registro em cartório em janeiro deste ano. O trabalho é respaldado em decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e em normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como a RDC 660.

Em entrevista à reportagem do Diário do Aço, Lorrana contou que a Atreve oferece consultas com prescritores especializados e suporte de assistentes sociais para pacientes de baixa renda. Ela também acrescentou que a instituição está em fase de implementação de produção própria, estabelecendo parcerias com outras associações para fornecer óleos e extratos a preço de custo aos associados.

“Também contamos com advogados e biólogos que auxiliam pacientes no processo de obtenção de Habeas Corpus para cultivo próprio, judicialização em casos específicos para a obtenção do tratamento via planos de saúde ou Sistema Único de Saúde (SUS)”, informou.

Indicação


Lorrana explicou ao jornal que a indicação da cannabis medicinal ocorre quando há necessidade de modular o Sistema Endocanabinoide, uma rede de receptores do corpo que regula o equilíbrio (homeostase) dos sistemas quando estão em contato com fitocanabinóides.

“Há benefícios significativos no controle de sintomas de condições como Parkinson, Alzheimer, fibromialgia, Transtorno do Espectro Autista (TEA), depressão e dores crônicas oncológicas. Ela atua como uma terapia complementar de alta eficácia e, em muitos casos, permite a redução de medicamentos convencionais que trazem efeitos colaterais. A indicação é sempre baseada em avaliação médica criteriosa”, pontuou.

Tratamento


Para iniciar o tratamento, a fisioterapeuta orienta que o primeiro passo é a consulta com um profissional habilitado. “Atualmente, a legislação brasileira exige a prescrição médica para o acesso legal. Como cada organismo é único, o médico define a proporção ideal de fitocanabinoides, como o CBD, o THC, CBN e CBG, que são os mais comuns, para cada caso”, complementou.

Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (31) 97259-2537, perfil do Instagram @somosreceitaverde ou site www.atreve.org.br.
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