USIMINAS RECURSO 728X90

14 de abril, de 2026 | 06:00

Dólar está abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

Ibovespa supera 198 mil pontos após declarações de Trump sobre acordo em guerra

Com informações da Agência Brasil
Divulgação
No mês, a divisa acumula queda de 3,51%. Em 2026, o recuo chega a 8,96%No mês, a divisa acumula queda de 3,51%. Em 2026, o recuo chega a 8,96%

O dólar abre os negócios nesta terça-feira (14) abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou recordes e superou os 198 mil pontos nesta segunda-feira (13).

Mesmo com o início do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos (contestado até pelos aliados dos EUA), o clima no mercado financeiro melhorou após declarações do presidente Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã.

A moeda estadunidense encerrou o dia em queda, acompanhando o movimento no exterior, enquanto a bolsa brasileira avançou impulsionada por ações de commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo fluxo de capital estrangeiro.

Câmbio recua
O dólar comercial à vista fechou a R$ 4,997, em baixa de R$ 0,014 (-0,29%). A cotação está no menor valor desde 27 de março de 2024. Na mínima do dia, por volta das 14h20, chegou a R$ 4,98. No mês, a divisa acumula queda de 3,51%. Em 2026, o recuo chega a 8,96%.

Após subir no início do dia, refletindo as tensões no Oriente Médio, o dólar perdeu força ao longo da tarde. A mudança de direção ocorreu após Trump afirmar que o Irã estaria interessado em negociar.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de divisas fortes, também recuou, reforçando o movimento observado no Brasil.

O euro comercial fechou esta segunda vendido a R$ 5,876, com baixa de apenas 0,02%. A cotação está no menor valor desde o fim de junho de 2024.

Recorde histórico no Ibovespa

Na bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, atingindo o maior nível da história. Durante o pregão, o índice chegou a superar os 198.100 pontos.

O desempenho foi sustentado principalmente por ações de grandes empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada contínua de recursos estrangeiros. No mês, o índice acumula alta de 5,62% e, no ano, ganhos de 22,89%.

O movimento positivo no Brasil acompanhou o desempenho das bolsas em Nova York, que também reagiram às sinalizações de distensão geopolítica.

O índice Dow Jones, das empresas industriais, subiu 0,63%. O S&P 500, das 500 maiores companhias, ganhou 1,02% e anulou as perdas desde o início da guerra no Oriente Médio. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, avançou 1,23%.

A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir a aversão ao risco nos mercados globais.

Petróleo abaixo de US$ 100

Os preços do petróleo avançaram, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 4,36%, a US$ 99,36, enquanto o WTI, do Texas, subiu 2,6%, a US$ 99,08.

Durante a maior parte do dia, ambas as cotações ficaram acima de US$ 100, mas desaceleraram após as declarações de Trump.

A volatilidade continua elevada, com investidores atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, região estratégica para o fluxo global de petróleo.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Erre

14 de abril, 2026 | 09:06

“O dólar a 4 reais do jeito que estava antes da pandemia já estava alto pra caramba, ou seja... Só ficou menos pior.”

Gildázio Garcia Vitor

14 de abril, 2026 | 06:54

“Assim, fica difícil virar uma Venezuela.”

Envie seu Comentário