06 de março, de 2026 | 15:00

Artesã de Ipatinga é premiada em trajetória com artesanato e moda

Divulgação
A artesã ipatinguense Maria de Fátima é autodidata e alcançou reconhecimento na PNABA artesã ipatinguense Maria de Fátima é autodidata e alcançou reconhecimento na PNAB
A artesã Maria de Fátima Medeiros de Oliveira, de Ipatinga, é uma das 65 artistas premiadas em todo o estado no Edital PNAB 02/2024 - Raízes de Minas. A iniciativa é patrocinada pela Política Nacional Aldir Blanc de fomento à cultura, do Ministério da Cultura, voltada ao reconhecimento de trajetórias de artistas e produtores regionais.
Crochetista autodidata e atuante no setor do artesanato e da moda, Fátima teve o seu projeto “Trajetória - Maria de Fátima Medeiros” aprovado na 28ª colocação geral, com nota 83, entre dezenas de inscrições avaliadas em todo o estado. Na regional do Vale do Aço e entorno, a concorrência também foi significativa. Ao todo, 12 artistas de cidades da região se inscreveram nessa categoria, mas apenas cinco foram contempladas.

Técnicas variadas
Hoje com 64 anos, Maria de Fátima aprendeu a tecer ainda jovem e construiu uma trajetória de aproximadamente 35 anos dedicados ao artesanato. Ao longo desse tempo, desenvolveu habilidades em diferentes técnicas do fazer manual, transformando o trabalho artesanal em forma de expressão cultural e, também, em fonte de renda.

Entre as suas principais técnicas, estão o crochê, a pintura em tecido e a produção de peças artesanais como panos de prato, jogos de cozinha e itens decorativos. Fátima também domina o vagonite, técnica tradicional de bordado bastante popular no artesanato doméstico.
Originado no século XVIII, o vagonite é um tipo de bordado caracterizado por padrões geométricos em relevo feitos na superfície do tecido, sem avesso aparente. A técnica é conhecida por sua execução rápida e versátil, sendo amplamente utilizada para decorar panos de prato, toalhas e barrados, além de ser muito difundida entre artesãs iniciantes e experientes.

Reconhecimento
Mesmo sendo autodidata, Fátima construiu sua trajetória a partir da prática cotidiana e do aprendizado transmitido entre gerações de artesãs. Ela possui a Carteira Nacional do Artesão, vinculada ao Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), e está registrada no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), que abrange os profissionais do setor em todo o país.

A premiação atual faz parte da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), política pública do governo federal executada em Minas Gerais pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG). O Edital Raízes de Minas reconhece trajetórias culturais, valorizando profissionais que dedicaram anos à produção artística, cultural e artesanal.

Para Fátima, esse reconhecimento representa mais que um prêmio, e serve de incentivo para continuar produzindo e mantendo viva a tradição do artesanato. “No contexto em que muitos artesãos trabalham de forma independente e com pouca visibilidade institucional, políticas públicas como a PNAB ajudam a garantir que esses saberes tradicionais continuem existindo e sendo transmitidos. Entre fios, agulhas, tintas e bordados, Maria de Fátima Medeiros de Oliveira segue tecendo sua história, agora reconhecida entre as trajetórias do artesanato e da moda em Minas Gerais”, finaliza a assessoria da artista.
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