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01 de março, de 2026 | 06:00

Era “Barba”

Fernando Rocha

Começa hoje para o Atlético a “era Barba”, com a estreia de outro treinador argentino, Eduardo Dominguez, 47 anos, com a “grife” de ter conquistado o último título nacional em seu país à frente do Estudiantes de La Plata.

Eduardo Dominguez, chamado carinhosamente de “Barba” pela torcida de seu ex-clube, assistiu a derrota de 2 x 1 para o Grêmio, na última quarta-feira, em Porto Alegre, portanto, já tem ideia do tamanho do abacaxi que arranjou para descascar.

O atual Atlético, por uma série de motivos, mas, sobretudo, pelas escolhas mal feitas ou mal sucedidas por parte da sua direção, se tornou uma equipe fraca, desajustada em todos os setores, que ainda carece de reforços para a zaga e o meio de campo, além de sofrer com a pouca criatividade de um ataque ineficiente.

A missão do “Barba” é difícil, mas não impossível: transformar em time vencedor uma atual caricatura, que custa mensalmente mais de R$ 20 milhões e não rende sequer dez por cento do esperado.

Solução caseira
O “Barba” pode ter encontrado na derrota para o Grêmio uma solução caseira para dois graves problemas do time alvinegro.

Com a expulsão de Natanael, aos 15 minutos do primeiro tempo, o técnico-interino Lucas Gonçalves optou por não utilizar o reserva Preciado e deslocou o volante Alan Franco para a lateral, onde atua pela seleção do Equador como titular e pode perfeitamente suprir essa necessidade do alvinegro.

Outra situação crítica é a falta do primeiro volante, que foi resolvida com a entrada na segunda etapa do jovem Mamady Cissé, 19 anos, nascido na Guiné, uma promessa da base, autêntico “motorzinho”, que deu outra movimentação e dinâmica ao time.

Cissé entrou jogou como se fosse um veterano e tomou conta do meio-campo, algo que pelas suas características, e guardadas as devidas proporções, me fez lembrar o início da carreira de Toninho Cerezo, um dos maiores jogadores da centenária história do Galo.

FIM DE PAPO

Eduardo Dominguez, o “Barba”, ganhou seu primeiro título importante - a Copa da Argentina - à frente do pequeno Colón, da província de Santa Fé, em 2021. Transferiu-se para o Estudiantes, em 2023, onde não parou de levantar taças: Copa da Argentina/2023, Troféu dos Campeões/2024 e no ano passado conquistou o Campeonato Argentino, além de, mais uma vez, o Troféu dos Campeões. Totalizou cinco títulos em sua passagem pelo time de La Plata. No ano passado, disputou com o Flamengo uma vaga na semifinal da Libertadores. Fez jogo duro. Perdeu a ida por 1 a 0, devolveu o placar em casa, mas acabou eliminado nos pênaltis.

O América teve toda a semana para se preparar e descansar, visando à decisão de hoje contra o Galo, que, por sua vez, ralou contra o Grêmio no meio da semana, e teve um desgaste a mais pela expulsão do lateral Natanael no começo do primeiro tempo. Se conseguir levar o Atlético à final e conquistar o sétimo título consecutivo do Campeonato Mineiro, mais rápido do que se esperava, o “Barba” vai entrar para a história do clube que até hoje conseguiu duas séries “hexas”, mas nunca uma do “hepta”.

A China Azul, que já estava encasquetada com o técnico Tite, desde o anúncio da sua contratação, perdeu a paciência de vez, entoou o cero “adeus, Tite” e mandou o treinador “comer chuchu”, após o empate com o Corinthians, no Mineirão. A permanência do ex-treinador da seleção brasileira está quase insustentável e a pressão aumentou ainda mais depois da notícia de que o português Leonardo Jardim vai voltar ao mercado agora em março.

A SAF que comanda o Cruzeiro elegeu como prioridade ganhar o Estadual este ano e interromper a incômoda série de seis conquistas do rival. O preço de usar a equipe principal nos jogos do Campeonato Mineiro e do Brasileirão está sendo pago na competição nacional, onde a campanha é pífia e o time ocupa a zona de rebaixamento desde a primeira rodada, com apenas dois pontos somados de 12 disputados. Até o jardineiro da Toca 3 sabe à esta altura que a permanência de Tite no cargo está atrelada à conquista do título de campeão mineiro. Se isso não se confirmar, como diz o nosso mestre, José Rodrigues do Amaral, o Carioca, no seu bordão famoso: “tchau e bênção”. (Fecha o pano!)

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