26 de fevereiro, de 2026 | 15:35
Ipatinga é quarta cidade mineira com mais áreas de riscos de deslizamentos
Matheus Valadares
Estudo feito pelo Serviço Geológico do Brasil identificou 3,5 mil áreas de risco em Minas Gerais
Estudo feito pelo Serviço Geológico do Brasil identificou 3,5 mil áreas de risco em Minas GeraisMunicípios de Minas Gerais foram fortemente afetados por chuva que provocou deslizamentos e inundações nos últimos dias. A tragédia em Juiz de Fora vitimou 47 pessoas. Diante do cenário, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta que faz estudos para apoiar o poder público municipal em ações para prevenir desastres. No estado, já foram feitos mapeamento de áreas de risco em 218 municípios, até fevereiro de 2026. Esse trabalho faz parte de uma atuação nacional mais ampla, que já contemplou mais de 1,8 mil cidades em todo o país, divulgou o Ministério de Minas e Energia.
De acordo com os dados, nos municípios mapeados, já foram identificadas em Minas Gerais 3,5 mil áreas de risco 767 de risco muito alto e 2,7 mil de risco alto. A maior parte associada a deslizamentos: 2,6 mil áreas. Segundo os dados, mais de 583 mil pessoas vivem nas áreas de risco em Minas.
Entre os municípios mapeados pelo SGB, os dez que mais apresentam áreas de risco são: Ouro Preto (313), Betim (180), Ibirité (110), Ipatinga (99), Juiz de Fora (80), Aimorés (76), Santa Luzia (75), Resplendor (69), Nova Era (61) e Sabinópolis (56).
Muitas dessas áreas afetadas recentemente já foram mapeadas pelo SGB e nós recomendamos que a população e os gestores municipais acessem os produtos e verifiquem se há outras áreas de risco”, explica o geólogo e pesquisador do SGB Diogo Rodrigues, chefe do Departamento de Gestão Territorial do SGB.
O pesquisador reforça ainda a importância da população ficar atenta aos sinais como árvores inclinadas, muros embarrigados e trincas no terreno. Caso identifique essas evidências, contate a Defesa Civil Municipal para que sejam tomadas as medidas cabíveis”, orienta.
Os mapeamentos de áreas de risco de Minas Gerais estão disponíveis no site www.sgb.gov.br/cartografia-de-riscos-geologicos
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Antonio
26 de fevereiro, 2026 | 16:20Vamos lá arrumar a casa, ou melhor as ruas, para no futuro não precisar de decretar calamidade pública, Ou tem gente preferindo o decreto de calamidade....”