25 de fevereiro, de 2026 | 16:37

Treinamento com o Corpo de Bombeiros em Ipatinga prepara profissionais para emergências com crianças

Capacitação em suporte básico de vida destaca papel do atendimento imediato e da formação contínua para equipes que atuam diretamente com o público infantil

Divulgação
Equipe da Clínica Proevoluir durante treinamento prático realizado no quartel do Corpo de Bombeiros Militar, com capacitação em suporte básico de vida e atendimento pré-hospitalar voltado ao cuidado infantil.Equipe da Clínica Proevoluir durante treinamento prático realizado no quartel do Corpo de Bombeiros Militar, com capacitação em suporte básico de vida e atendimento pré-hospitalar voltado ao cuidado infantil.

Profissionais da Clínica Proevoluir participaram, recentemente, de um treinamento técnico em suporte básico de vida e atendimento pré-hospitalar realizado no quartel do Corpo de Bombeiros Militar. A capacitação reuniu a equipe multidisciplinar da instituição em atividades práticas voltadas à resposta imediata diante de emergências como convulsões, engasgos, traumas e parada cardiorrespiratória.

O treinamento teve como objetivo fortalecer a cultura de prevenção e ampliar a segurança no atendimento infantil, especialmente nos primeiros minutos de uma intercorrência - período considerado determinante para a preservação da vida e redução de sequelas.

O cabo Rogério, do Corpo de Bombeiros, destaca que a formação contínua é essencial para garantir respostas eficazes em situações críticas.

“O treinamento é imprescindível em qualquer área. Quanto mais atualizada e preparada estiver a equipe, maiores são as chances de sucesso no atendimento, refletindo diretamente na sobrevivência e na recuperação da vítima. Acidentes podem acontecer em qualquer momento, e profissionais da saúde frequentemente são vistos como referência nessas situações”, afirmou.

Protocolos específicos para crianças

A tenente Luísa destacou que instituições responsáveis pelo cuidado direto de crianças precisam ter protocolos bem definidos e equipes treinadas para agir com rapidez.

“Quando uma criança está sob a responsabilidade de uma instituição, os profissionais precisam ter conhecimento técnico para atuar. Se a resposta ocorre de maneira correta e imediata, conforme o treinamento, a chance de evolução favorável aumenta muito. O primeiro atendimento é sempre o mais importante”, explicou.

O curso abordou protocolos reconhecidos internacionalmente para suporte básico de vida, incluindo avaliação inicial da vítima, acionamento do socorro, manobras de desobstrução de vias aéreas, posicionamento seguro em crises convulsivas e medidas iniciais em parada cardiorrespiratória.

Preparação indispensável

O neuropediatra Marcone Oliveira, médico diretor clínico da Clínica Proevoluir, afirma que o preparo técnico assume importância ainda maior quando se trata do público infantil, sobretudo em contextos de neurodesenvolvimento.

“Se já é fundamental que qualquer equipe esteja preparada para o atendimento pré-hospitalar, isso se torna ainda mais relevante quando falamos de crianças, que possuem características fisiológicas próprias e podem evoluir rapidamente em situações críticas.

Em crianças com condições neurológicas ou do desenvolvimento, o reconhecimento precoce e a intervenção correta são fatores decisivos para a segurança e o prognóstico”, destacou o médico.

Para o médico, treinamentos periódicos representam não apenas cumprimento de exigências normativas, mas um investimento direto na proteção das crianças e na tranquilidade das famílias.

A integração que salva vidas

Especialistas apontam que a integração entre instituições de saúde e o Corpo de Bombeiros contribui para disseminar conhecimento de primeiros socorros, fortalecer protocolos de segurança e ampliar a capacidade de resposta da comunidade diante de emergências.

A realização de capacitações desse tipo vem sendo considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir riscos, aumentar a segurança institucional e garantir que profissionais estejam preparados para agir com precisão sempre que necessário.


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Comentários

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Bom

25 de fevereiro, 2026 | 22:57

“Isso era pra ser obrigatório em escolinha, creches e escolas”

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