24 de fevereiro, de 2026 | 15:42
Deputado cobra manutenção da EJA Profissional e alerta para risco de evasão
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Em ofícios, Celinho argumenta que a EJA cumpre papel estratégico na garantia do direito à educação para jovens e adultos trabalhadores
Em ofícios, Celinho argumenta que a EJA cumpre papel estratégico na garantia do direito à educação para jovens e adultos trabalhadores O deputado estadual Celinho Sintrocel (PCdoB) apresentou requerimento na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Educação e à Superintendência Regional de Ensino de Coronel Fabriciano solicitando a manutenção do 1º ano da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Profissional nas escolas estaduais São Sebastião e João Cotta de Figueiredo Barcelos, ambas em Timóteo.
Os documentos foram motivados por demandas de estudantes, educadores e moradores da região, preocupados com a possível retirada ou deslocamento da oferta para outras unidades.
Nos ofícios, o parlamentar argumenta que a EJA cumpre papel estratégico na garantia do direito à educação para jovens e adultos trabalhadores que não concluíram a escolarização na idade regular. Segundo ele, a oferta dessa modalidade precisa considerar as condições concretas de vida dos estudantes, como jornada de trabalho, renda e mobilidade urbana.
De acordo com Celinho, a retirada da EJA Profissional do território pode produzir efeito contrário ao pretendido pelas políticas educacionais. A própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nos artigos 36-B e 39 a 42, reconhece a articulação entre educação básica e formação profissional como instrumento de desenvolvimento humano e produtivo. Não se trata apenas de oferta escolar, mas de política pública de inclusão social e econômica”, afirmou.
O deputado destaca ainda que estudos e experiências na área educacional apontam forte correlação entre permanência na EJA e fatores como proximidade territorial da escola, compatibilidade de horários e redução de custos de deslocamento. Para ele, centralizar a oferta em unidades distantes tende a aumentar a evasão e reduzir a efetividade da política.
Quando a EJA é afastada das comunidades que mais precisam, o Estado pode até manter formalmente a oferta, mas perde em efetividade. O debate precisa ser técnico: acesso, permanência e conclusão são indicadores tão importantes quanto matrícula. A política pública só se sustenta se chegar de fato a quem precisa”, declarou.
Os ofícios solicitam formalmente a manutenção das turmas nas unidades do bairro, a continuidade da oferta no território e a adoção de medidas que assegurem condições facilitadoras de acesso e permanência. O Deputado informou que permanece aberto ao diálogo com a Secretaria de Educação para construção de soluções que fortaleçam a EJA no estado.
Especialistas em educação ouvidos por entidades do setor costumam apontar que a EJA Profissional, ao integrar escolarização e qualificação técnica, tem impacto direto na empregabilidade, na renda e no desenvolvimento local, sobretudo em regiões com forte presença de trabalhadores adultos que retornam à escola.
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