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24 de fevereiro, de 2026 | 06:00

“Time fronha”

Fernando Rocha

Empate com sabor de derrota para o Atlético neste 1 x 1 com o América, na quase lotada Arena MRV com mais de 32 mil torcedores no último domingo.

O primeiro tempo foi péssimo e o Coelho ainda teve um gol anulado logo no começo, que deixou muitas dúvidas se de fato o atacante estava em posição irregular.

Na segunda etapa, o Galo voltou melhor e abriu o placar bem cedo por intermédio de Dudu, numa bela jogada que teve passe de calcanhar do Hulk e assistência de Scarpa, aquele que era reserva de Sampaoli e foi, novamente, eleito o melhor em campo.

Nos acréscimos, outra vez, após uma cobrança de lateral mal feita por Renan Lodi, a bola chegou rápida na frente da zaga alvinegra, para a conclusão precisa do jovem Yarlem que empatou a partida.

Nosso colega da Band/Minas, Héverton Guimarães, costuma definir assim as equipes mal treinadas, desorganizadas e vacilantes como é o caso deste Atlético: “Time fronha!”.

Rejeição nas alturas
Sem contar com os titulares Keny Arroyo e Kaio Jorge, poupados por razões físicas, o ataque do Cruzeiro esteve muito abaixo, o que facilitou a marcação do esforçado time do Pouso Alegre.

O que determinou a vitória de 2 x 1 foi a qualidade técnica individual de alguns jogadores, como Lucas Silva que acertou um belo chute de fora da área abrindo o placar, cabendo a Bruno Rodrigues, em sua reestreia com a camisa celeste, fazer o segundo.

Quando tudo indicava uma vitória tranquila, o zagueiro Villalba cometeu um pênalti infantil que manteve o Pouso Alegre vivo na disputa.

A torcida da Raposa deixou o “Manduzão” frustrada com o resultado e a fraca atuação do time, o que aumenta ainda mais a pressão sobre o técnico Tite, cuja rejeição é atualmente maior do que a de muitos atuais pré-candidatos à presidência da República.

FIM DE PAPO

Apesar do Cruzeiro sequer ter ganho um título sob seu comando, o português Leonardo Jardim possui um número expressivo de “viúvas” na China Azul, o que torna ainda maior a falta de paciência com o técnico Tite. Nem mesmo o desgaste físico de alguns jogadores, por conta da sequência de jogos com a equipe principal, tem sido levado em conta. Nesta próxima quarta-feira o desafio será ainda maior, pois terá pela frente o Corinthians, no Mineirão, e só a vitória interessa para tirar a equipe azul da desconfortável lanterna no Campeonato Brasileiro.

Depois de ver o maior rival dominar o cenário estadual e levantar a taça de campeão nas últimas seis temporadas, a SAF atual da Raposa elegeu a conquista do título este ano como uma das prioridades. No quadro atual, o técnico Tite sabe que só ficará no cargo se ganhar o Mineiro. Mesmo assim, se o time não melhorar o seu desempenho na sequencia do Brasileirão, da Libertadores e da Copa do Brasil, o seu trabalho será interrompido, fruto da alta rejeição junto à torcida e também a alguns integrantes do alto escalão da SAF estrelada.

Nos últimos sete jogos disputados na Arena MRV, o Galo venceu apenas um: o clássico contra o Cruzeiro, por 2 x 1. Nos outros seis jogos disputados em casa só empatou, com aproveitamento de 42%. Com razão, a torcida alvinegra deixou a Arena MRV, no último domingo, bastante revoltada com mais um gol de empate sofrido nos acréscimos, mas também diante da inércia do comando da SAF na contratação de reforços para a zaga e o primeiro volante. Além de vaiar os jogadores, a massa do Galo não poupou os dirigentes atuais com o famoso “vai plantar chuchu”.

O técnico interino, Lucas Gonçalves, manteve o time titular da goleada de 7 x 2 sobre o Itabirito, mas quando resolveu mexer na equipe, além de demorar, foi muito mal nas escolhas de Bernard e Igor Gomes para substituir Victor Hugo e Maycon, o que fez a equipe cair de produção. O novo técnico Eduardo Dominguez, o “Barba”, pode ser muito bom de serviço, mas com estes zagueiros atuais do Galo e sem um volante marcador não vai chegar ao fim temporada. (Fecha o pano!)

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