13 de fevereiro, de 2026 | 09:50

Usiminas apresenta resultados do último trimestre de 2025 e o consolidado do ano

Informações da Usiminas
Divulgação
No acumulado do ano, o Ebitda Ajustado Consolidado atingiu R$ 2,0 bilhões, um crescimento de 24% em relação a 2024 (R$1,6 bilhão)No acumulado do ano, o Ebitda Ajustado Consolidado atingiu R$ 2,0 bilhões, um crescimento de 24% em relação a 2024 (R$1,6 bilhão)

A Usiminas apresentou nesta sexta, 13/2, os resultados do último trimestre de 2025 e o consolidado do ano. No acumulado do ano, o Ebitda Ajustado Consolidado atingiu R$ 2,0 bilhões, um crescimento de 24% em relação a 2024 (R$1,6 bilhão), com a Margem Ebitda passando de 6,2% para 7,6%. A receita líquida totalizou R$ 26,3 bilhões, avanço de 1,5% na comparação anual (R$25,9 bi em 2024), crescimento que reflete a maior receita na unidade de Mineração.
O quarto trimestre de 2025 marcou a recuperação dos resultados após os efeitos extraordinários registrados no período anterior. A Usiminas fechou o 4T25 com lucro líquido de R$ 129 milhões, revertendo o prejuízo contábil do 3T25, impactado por ajustes sem efeito caixa. O Ebitda Ajustado do último trimestre do ano atingiu R$ 417 milhões, representando uma leve queda em relação ao 3T25 (R$ 434 milhões). Assim como a Margem Ebitda, que se manteve em 7%.

De acordo com o presidente da Usiminas, Marcelo Chara, a pauta mais urgente na siderurgia ainda continua sendo a importação de aço chinês. “As investigações antidumping confirmam a urgência de serem implementadas medidas efetivas de defesa comercial em relação às importações de produtos subsidiados. O Governo tem reagido positivamente, como a decisão de elevar o imposto de importação para nove produtos siderúrgicos. Esse é um importante passo para nivelar o jogo e fortalecer toda a cadeia de valor da indústria brasileira”, afirma.

Chara reforçou ainda que a Usiminas está preparada para atender à crescente demanda de seus clientes. Seguimos monitorando, para que não haja tentativas de burlar as medidas estabelecidas e as importações subsidiadas continuem afetando a indústria nacional.

SIDERURGIA

No comparativo anual, a produção de aço bruto somou 3,1 milhões de toneladas, redução de 3% frente a 2024 (3,19 milhões de toneladas), enquanto a produção de laminados alcançou 4,4 milhões de toneladas, crescimento de 1% e o segundo maior volume registrado desde 2015.

Já o volume total de vendas de aço atingiu 4,36 milhões de toneladas, avanço de 2% em relação ao ano anterior, impulsionado sobretudo pelo aumento das exportações, que cresceram 28% no período. As vendas para o mercado interno permaneceram estáveis em relação a 2024, fechando o ano em 3,9 milhões de toneladas. Apesar do crescimento anual de 4,0% da demanda aparente por aços planos no país, segundo o Instituto Aço Brasil, as vendas internas de laminados planos recuaram 0,4% em 2025, com todo o aumento da demanda sendo absorvido pelo expressivo avanço de 30,1% nas importações de aços planos na comparação com 2024.

No comparativo trimestral, as vendas de aço totalizaram 1.081 mil toneladas no 4T25, queda de 2% em relação ao 3T25 (1.104 mil toneladas), movimento típico de sazonalidade do período.

A produção de aço bruto registrou crescimento de 5% na mesma base de comparação, atingindo 785 mil toneladas contra 746 mil toneladas no trimestre anterior, resultado de maior estabilidade operacional dos equipamentos. Em termos de custos, o desempenho foi ainda mais positivo: o custo por tonelada apresentou redução de 4,7% frente ao 3T25, influenciado pela queda no preço das matérias-primas, pela variação cambial mais favorável e também por ajustes no mix de produtos.

MINERAÇÃO

O volume de vendas anual alcançou 9,6 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 13,9% em relação a 2024 (8,5 milhões de toneladas), recorde anual de vendas.

No 4T25 o volume de produção totalizou 2,3 milhões de toneladas, inferior em 3,1% ao 3T25 (2,4 milhões de toneladas) devido ao menor rendimento operacional nas plantas no período.

O volume de vendas atingiu 2,5 milhões de toneladas no 4T25, inferior em 1,6% ao 3T25 (2,5 milhões de toneladas), devido ao menor volume produzido no período, sendo compensado parcialmente por maiores compras de materiais de terceiros.
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