13 de fevereiro, de 2026 | 07:11

André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli

Carlos Moura/SCO/STF
Ministro foi escolhido em sorteio eletrônicoMinistro foi escolhido em sorteio eletrônico
André Richter - Repórter da Agência Brasil O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quinta-feira (12) novo relator do inquérito que trata das fraudes do Banco Master na Corte.

A escolha do ministro foi feita de forma eletrônica após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso, depois de a Polícia Federal (PF) ter informado ao presidente da Corte, Edson Fachin, que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão.

A menção está em segredo de Justiça.

A partir de agora, os próximos passos da investigação serão comandados por Mendonça, que também é relator do inquérito que trata dos descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mais cedo, Toffoli, que estava à frente do caso Master desde novembro do ano passado, pediu para deixar a relatoria após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para dar ciência aos demais membros da Corte do relatório da PF.

Saída de Toffoli
Em nota oficial, os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do ministro.

“[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a Corte.

A nota ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli.

"Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição".

Reunião
Durante reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram ciência do relatório da PF que mostra menções a Toffoli no celular de Vorcaro.

Os ministros também ouviram a defesa de Toffoli, que pediu para continuar na relatoria do caso. Contudo, diante da pressão pública para deixar o caso, o ministro aceitou deixar o comando do processo.

Desde o mês passado, Toffoli é criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.

Mais cedo, Toffoli divulgou nota à imprensa, confirmando que é um dos sócios do resort e disse que não recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro.
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Comentários

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Nelore

14 de fevereiro, 2026 | 14:56

“Caríssimo Veiwer, em qual planeta você vive? Até os habitantes da terra plana sabem que o governo e o judiciário não têm nada a ver com esta história do Master.
A autoridade monetária e fiscalizadora é o BC, cujo presidente anterior foi indicado pelo seu Minto Inelegível e Prisioneiro, por sinal, Neto de um Ministro da Fazenda da ditadura militar.
Além disso, até o momento, a maioria dos politicos envolvidos é da direita, como os governadores Ibaneis Rocha, do DF, e Cláudio Castro, do RJ, e o ex-prefeito de Fabriciano. Quanto ao dinheiro público, quem paga para os correntistas do banco é o FGC. Mas os fundos de previdência, caso de Fabriciano, que está no prejuízo de mais de 160 mil, terão que receber dos tesouros estaduais e municipais.”

Jota

14 de fevereiro, 2026 | 07:16

“SUGIRO AO SENHOR ANDRÉ MENDONÇA VIAJAR SOMENTE EM VOOS COMERCIAIS. ESSE NEGÓCIO DE JATINHO É MUITO PERIGOSO... AVIÃO PODE CAIR A QUALQUER MOMENTO... VIU SR. ANDRÉ MENDONÇA?”

Pinguim do Nada

13 de fevereiro, 2026 | 12:46

“A sua excelência demorou para sair do caso, se não pede, continuaria, pois, nos entes públicos, poucos, aliás, pouquíssimos, em raríssimas exceções, corta na própria carne. Mas na questão de política, se os da direita cometer crime, não é crime, é patriotismo, se o da esquerda comete crime, os patriotas querem a pena de morte, este é o Brasil, tudo pra mim e para os meus chegados, pro restante nada. E hj, os da direita, que são ladrões igual os da esquerda, querem o Brasil dividido, e assim vai vendo uma nação inteira no cabresto. Mas posso falar, este pessoal da direita são raríssimos os casos que alguém conseguem conviver com eles, são contra benefícios para os pobres, eles, os da direita, são donos de empresas e por aí agora, pergunta se todos pagam seus impostos normais, se não sonegam, enfim, pimenta nos olhos dos outros é refresco, passa a régua e fecha o pano”

Pablo

13 de fevereiro, 2026 | 11:26

“André Mendonça, o cara que escreveu um livro em comemoração aos 10 anos de STF de Dias Toffoli? Bem imparcial e, ao meu ver, só mais uma enganação da política brasileira.”

Só Observo

13 de fevereiro, 2026 | 10:58

“Os bolsonaristas e militontos do excremento direita fingindo que a maior parte dos envolvidos nesse escândalo do Master é de gente do PL, é a coisa mais cômica que existe no mundo. Essa gente precisa de tratamento de choque”

Viewer

13 de fevereiro, 2026 | 09:14

“Esse caso do Master é literalmente um golpe dado pelo governo contra os cofres públicos com forte envolvimento da cúpula do governo e do judiciário.”

Jota

13 de fevereiro, 2026 | 07:20

“Esse caso, mostra CLARAMENTE como é o nosso STF. Mostra que tipo de justiça temos. Mostra a SELETIVIDADE da nossa justiça.
O correto seria FECHAR pacificamente o STF.
Ocorre que quem está LUCRANDO, está no poder.
Nós... POVO, estamos ferrados!”

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