08 de fevereiro, de 2026 | 06:00

Outro vexame

Fernando Rocha

Com apenas 15 mil torcedores presentes no Mineirão, na última quinta-feira, o Cruzeiro deu mais um vexame, ao ser derrotado pelo modesto Coritiba, 2 x 1, de virada, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Outra péssima atuação sob o comando do técnico Tite, o que fez a paciência - se é que ainda havia alguma - da Nação Azul ir para o espaço, protestando após o apito final do árbitro com vaias e xingamentos, além de pedir a saída do treinador.

Neste domingo, o Cruzeiro faz o clássico contra o América, no Mineirão, onde só lhe interessa uma vitória para manter-se com chances de classificação à semifinal do Campeonato Mineiro.

A pressão é cada vez maior sobre o técnico e os jogadores, sendo fundamental que ajustes tanto ofensivos quanto defensivos sejam feitos o mais rápido possível.

No futebol brasileiro, o “resultadismo” é predominante, sobretudo, nos grandes clubes como é o caso do Cruzeiro. Portanto, trabalhos de longo prazo só se sustentam se forem acompanhados de vitórias.

Passo atrás
O culpado pela derrota do Atlético para o Bragantino, na última quarta-feira, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro, tem nome e sobrenome: Jorge Sampaoli.

O treinador do Galo deu um passo atrás do ponto de vista tático, alterou o que vinha dando certo, depois de vencer o clássico diante do Cruzeiro e empatar com o poderoso Palmeiras e até merecer a vitória naquela partida.

Mas o que se viu contra o Bragantino foi uma equipe reativa, medrosa, na prática novamente com três zagueiros, usando e abusando dos passes longos, o que deixou seus atacantes como presas fáceis para os beques adversários.

Ontem, com um time alternativo, o Atlético recebeu o Athletic, na Arena MRV, pelo Campeonato Mineiro, e precisava da vitória para continuar sonhando com a conquista do título pela sétima vez consecutiva.

Na sequência, na próxima quarta-feira, vai enfrentar o Remo, outra vez em casa, para buscar a primeira vitória no Brasileirão.

Apesar do favoritismo, existe muita desconfiança por parte da torcida em relação ao time, pelos altos e baixos de suas atuações muitas vezes por culpa da condução sempre confusa do treinador argentino.

FIM DE PAPO

Caso queira, o tribunal da CBF poderá punir o técnico Jorge Sampaoli, por desrespeitar a punição pela expulsão contra o Palmeiras e se comunicar com jogadores e membros da comissão técnica. O argentino ficou em uma cabine do estádio, em Bragança Paulista, onde foi flagrado várias vezes pelas câmeras do Sportv/Premiere se comunicando por meio de um radiotransmissor, provavelmente, com o auxiliar Pablo Fernández, que também usava um equipamento semelhante ao dele. Mas de nada adiantaram as suas instruções, pois o time do Galo fez um jogo péssimo e mereceu a derrota de 1 x 0, que poderia ter sido por um placar maior não fosse mais uma atuação destacada do goleiro Everson, que fez pelo menos três defesas milagrosas.

As reclamações de jogadores do Atlético sobre a arbitragem de Lucas Paulo Torezin, do Paraná, e do VAR que esteve por conta de Rodrigo D’Alonso Ferreira, de Santa Catarina, não procedem. Cuello fez, sim, falta no zagueiro do Bragantino, antes de marcar o que seria o gol de empate. No lance do suposto pênalti em Renan Lodi, quase no fim do jogo, também cheguei a pensar que tivesse sido falta ao ver a cena da queda mostrada em câmera lenta. Mas, depois do jogo, o próprio Renan Lodi em entrevista minimizou o lance, dando a entender que tentou cavar a penalidade.

Não há dúvida que os jogadores do Cruzeiro ainda estão com a parte física a desejar, por se tratar do começo de temporada, algo também influenciado pelo calendário diferente, em função de o Brasileirão estar sendo disputado em paralelo com o Estadual. Porém, nada que justifique o futebol apresentado sem nenhuma evolução coletiva, previsível, sem criatividade, sem intensidade e sem qualquer elemento que ao menos lembre o time do segundo semestre de 2025, sob o comando de Leonardo Jardim.

O fato de ser o começo do trabalho de Tite, que tem metodologia bem diferente de seu antecessor, não é levado em conta nessa hora em que os resultados são negativos. A torcida do Cruzeiro já tinha uma rejeição alta em relação ao treinador, desde que foi anunciada a sua chegada ao clube. Agora, ligou a máquina de triturar técnicos. Só há uma maneira para superar tudo isso: vencer. (Fecha o pano!)

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