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03 de fevereiro, de 2026 | 16:30

Receita Federal e Polícia Federal deflagram Operação Argos em Minas Gerais

Divulgação PF
Ação conjunta mira comércio de eletrônicos oriundos de descaminho e indícios de lavagem de dinheiro. Uma pessoa foi presaAção conjunta mira comércio de eletrônicos oriundos de descaminho e indícios de lavagem de dinheiro. Uma pessoa foi presa

A Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal deflagraram nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, a Operação Argos, direcionada à fiscalização de estabelecimentos comerciais suspeitos de comercialização de produtos eletrônicos de origem irregular em Minas Gerais. Dezenas de aparelhos Iphone foram apreendidos.

A operação concentrou-se em lojas localizadas na cidade de Uberlândia, previamente identificadas com fortes indícios de venda de mercadorias sem nota fiscal e importadas de forma irregular. Durante as diligências, as equipes constataram possíveis práticas de descaminho, falta de documentação fiscal de entrada e movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados por alguns responsáveis.  

Em um dos estabelecimentos, alguns celulares foram jogados pela janela na tentativa de omitir provas das práticas criminosas.  

Um indivíduo foi preso em flagrante e conduzido para a sede da Delegacia da Polícia Federal em Uberlândia. O lojista já havia sido preso em 2021 por contrabando e descaminho, voltando agora a apresentar indícios de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A ação resultou na apreensão de diversos itens eletrônicos de alto valor agregado, com estimativa de R$ 500 mil em mercadorias apreendidas, incluindo celulares, acessórios e dispositivos eletrônicos com suspeita de importação irregular. 

As atividades investigadas representam múltiplas dimensões de impacto econômico negativo, como a evasão fiscal através de produtos não tributados adequadamente, concorrência desleal com estabelecimentos legítimos, lesão aos consumidores através de produtos de qualidade inferior e facilitação de lavagem de dinheiro para outras atividades criminosas. 

Após a conclusão dos procedimentos administrativos, como a lavratura do auto de infração e a intimação dos responsáveis, os produtos serão declarados perdidos em favor da União. Em seguida, será realizada a descaracterização dos itens contrafeitos, com a retirada das marcas, para posterior doação a entidades beneficentes previamente cadastradas. 

O nome da operação, Argos, faz referência a Argos Panoptes, o gigante de cem olhos da mitologia grega, símbolo de vigilância permanente. A denominação representa o esforço contínuo da Receita Federal e da Polícia Federal na repressão a ilícitos tributários e ao comércio irregular que prejudica a concorrência leal e a arrecadação pública. 
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