02 de fevereiro, de 2026 | 08:00
De sementes e escolhas estranhas, valha-nos Deus!
Nena De Castro *
Olá! Para meus prezadíssimos cinco leitores, um bom dia com cheiro de café torrado em casa, moído na hora, passado no coador de pano, acompanhado de pão de queijo quentinho e broa de fubá! Diliça... Hoje não quero falar de desgraças e tristezas, quero paz e alegria de um barco voltando”, sorrisos de crianças e o rebrilhar de plantas ao sol.À moda do profeta Jeremias, no capítulo 3:21, quero trazer à memória o que me pode dar esperança”, então me lembrei da história lida na adolescência sobre um soldado americano logo após o fim da 2ª Guerra Mundial. Ainda jovem, seu batalhão foi enviado a uma Berlim arrasada, enegrecida e triste, cujo povo tentava se reerguer após tanta destruição e derramamento de sangue, exército finalmente vencido pelos aliados. Nos preparativos para a partida, o jovem pensou na fome que o povo alemão passava e teve a ideia de levar sementes de hortaliças, distribuí-las e incentivar o plantio de hortas domésticas. Contudo, ao levar o plano para seu superior, ouviu dele que aquilo não era função do exército americano e que não seria possível transportar sementes naquele momento. O rapaz, convencido de que a ideia era boa, resolveu então, por conta própria, procurar uma solução para sua ideia.
Correndo o risco de ser punido, colocou sementes diversas nos bolsos de seus uniformes, na mochila, e onde quer que coubesse e partiu. Após o desembarque, foi secretamente separando-as por espécie e durante as patrulhas começou a entregá-las às mulheres que tinham iniciado a limpeza da cidade, removendo escombros num trabalho de formiguinhas operosas que foi reconhecido pelo país, mais tarde. E milagrosamente, as hortas começaram a surgir, e as verduras foram acrescentadas à dieta do pós-guerra, resultando num reforço inesperado para quem tinha fome e pode acrescentar à sua dieta, um sabor inesperado de esperança...
E mudando de assunto, tenho pesquisado sobre nomes esdrúxulos novamente. Nome não dá, nome recebe”, escreveu o genial Guimarães Rosa. Entendo dessa frase que a gente não escolhe o nome, apenas sofre” o que os pais escolheram pra nós, sem ouvir nossa opinião. Por essa razão a gente encontra cada nome por aí, que é quase inacreditável.
Hoje existe lei que coíbe certos abusos, mas ainda passa muito coisa estranha, principalmente nomes derivados de artistas e heróis e é possível encontrar Railanders e Hericlapitons por aí.
Millôr Fernandes, o genial cartunista e escritor, seria Milton, mas o escrivão não cortou” o t no local certo e ficou parecendo duas letras L” com um acento circunflexo sobre a letra o”. A criatividade dos pais brasileiros precisa ser estudada pela NASA. Foram registrados legalmente, dentre outros, Aeronauta Barata, Colapso Cardíaco da Silva, Chevrolet da Silva Ford, Maria Privada de Jesus, Oceâno Atlântico Linhares, Maria Tribuntina Prostituta Cataerva, Necrotério Pereira da Silva, Otávio Bundasseca, Letsgo Daqui e Zélia Tocafundo Pinto. Ai, ai, ai, valei-nos Santo Antõe do Categiró, de nóis tenha dó! E nada mais ouso dizer!
* Escritora e Encantadora de Histórias.
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Tião Aranha
02 de fevereiro, 2026 | 17:13Cristo viveu apenas 33 anos, mas plantou sementes suficientes para colher frutos numa eternidade, aqui e acolá. Depois que passa das sete dezenas de vida, o que vem é lucro. Não bater de frente com ninguém é a melhor estratégia. A experiência de vida só tem muito valor pra quem a viveu. O tempo é mesmo a solução de qualquer problema. E uma dor de cotovelo só se cura com outra dor de cotovelo. Envelhecer sem perder a jovialidade seria a melhor receita. Nesse sentido, o corpo envelhece, mas o espírito continua vivo. É assim que deve ser a alma dum poeta: sempre transformando o místico no agradável! Quando eu era jovem, eu fazia poesia para mim divertir o meu ego, hoje, não tenho mais essa inspiração. É pressão pra todo lado. Não tenho mais esperança de mudar o mundo. Deus a essa altura já deve ter escolhido um bom lugar lá no céu pra mim descansar! Lá em cima deve ter muito ainda o que fazer. Aqui em baixo já tá tudo dominado. A única coisa que acalenta é que ninguém é dono absoluto de nada. Tá tudo emprestado por um curto espaço de tempo. Rs.”