02 de fevereiro, de 2026 | 09:35

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda

INSS, seguro-desemprego e contribuições têm novos valores

Com informações da Agência Brasil
Alex Ferreira/Arquivo DA
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

Quanto vale o mínimo em 2026
▪️ Mensal: R$ 1.621;
▪️ Diário: R$ 54,04;
▪️ Hora: R$ 7,37.

Como foi calculado
▪️ Inflação pelo INPC: 4,18%;
▪️ Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;
▪️ Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;
▪️ Reajuste total: 6,79%.

Impactos
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:

INSS
▪️ Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621

▪️ Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)

▪️ Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (CLT)

▪️ Até R$ 1.621: 7,5%

▪️ De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

▪️ De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

▪️ De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI>/b>

▪️ Plano normal (20%): R$ 324,20

▪️ Plano simplificado (11%): R$ 178,31

▪️ Baixa renda (5%): R$ 81,05

▪️ MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

▪️ Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro

▪️ Parcela mínima: R$ 1.621

▪️ Parcela máxima: R$ 2.518,65

▪️ Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.

Salário-família

▪️ Salário-família: R$ 67,54 por dependente

▪️ Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais
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Comentários

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Paulo

02 de fevereiro, 2026 | 10:57

“O pobre de direita vai reclamar que aumentaram o salário mínimo.”

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