01 de fevereiro, de 2026 | 12:00

Travesti é socorrida e hospitalizada com ferimentos graves após agressão em Coronel Fabriciano

Wellington Fred/Arquivo DA
A vítima da agressão deu entrada consciente, mas sem condições de relatar o que aconteceu, quem foram os agressores e a motivação A vítima da agressão deu entrada consciente, mas sem condições de relatar o que aconteceu, quem foram os agressores e a motivação

Uma travesti de 21 anos foi socorrida e internada com ferimentos graves após ser agredida nos primeiros minutos da madrugada de domingo (1), na rua Paracatu, no bairro Universitários, em Coronel Fabriciano. O caso foi registrado pela Polícia Militar como lesão corporal.

Conforme apurado pela reportagem do Diário do Aço junto a Polícia Militar, o acionamento foi feito com a informação de que havia uma pessoa caída ao solo, com diversos ferimentos pelo corpo.

No local, a equipe constatou que a vítima, identificada pelas iniciais W.A.S., apresentava dificuldades para falar e não conseguiu relatar o que havia ocorrido, tampouco informar características dos agressores ou a motivação do ataque.

Relato de testemunha

Durante diligências nas proximidades, os policiais conversaram com um morador que afirmou estar em casa quando ouviu pedidos de socorro. Ao se dirigir à sacada, ele teria visto três pessoas agredindo a vítima com chutes e socos. Em seguida, segundo o relato, os suspeitos montaram em bicicletas e fugiram, tomando rumo ignorado.

Atendimento médico e investigação

A vítima foi socorrida por uma guarnição do Corpo de Bombeiros Militar e encaminhada ao Hospital José Maria de Morais. Conforme o registro, ela apresentava escoriações nos braços e pernas, além de suspeita de traumatismo no rosto, traumatismo cranioencefálico e ferimentos no tórax.

Após dar entrada na emergência hospitalar, a travesti foi internada para cuidados médicos. O caso permanece sob investigação para identificação dos envolvidos e esclarecimento das circunstâncias da agressão.
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Comentários

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Caveira de Fogo

02 de fevereiro, 2026 | 06:36

“Essa prainha aí passou da hora da polícia fazer um pente fino bota o bambu pra gemer nesses vagabundos que abitam lá acabarem com essa desordem e as boca de fumo também prainha tá precisando de uma operação igual a do rio fazer uma limpeza.”

Roberto

02 de fevereiro, 2026 | 04:58

“Essa prainha de Fabriciano é um inferno! Aloooooo polícia militar”

Gisberta

01 de fevereiro, 2026 | 22:56

“Perdi-me do nome,
Hoje, podes chamar-me de tua
Dancei em palácios
Hoje, danço na rua
Vesti-me de sonhos
Hoje visto as bermas da estrada
De que serve voltar
Quando se volta para o nada?

Eu não sei se um Anjo me chama
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar
Eu não sei se a noite me leva
Eu não ouço o meu grito na treva
O fim quer me buscar

Sambei na avenida
No escur, fui porta-estandarte
Apagaram-se as luzes
É o futuro que parte
Escrevi o desejo
Corações que já esqueci
Com sedas matei
E com ferros morri

Eu não sei se um anjo me chama
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar
Eu não sei se a noite me leva
Eu não ouço o meu grito na treva
E o fim quer me buscar

Trouxe pouco
Levo menos
A distância até ao fundo é tão pequena
No fundo, é tão pequena
A queda

E o amor é tão longe
O amor é tão longe
O amor é tão longe
O amor é tão longe

A história de Gisberta Salce Junior inspirou Pedro Abrunhosa a compor A Balada de Gisberta, eternizada na voz de Maria Bethânia.”

Gilberto

01 de fevereiro, 2026 | 22:55

“Eu não ouço o meu grito na treva
E o fim quer me buscar

Gilberto Salce Júnior nasceu em São Paulo no ano de 1960.

Ainda jovem, deixou o país em busca de novas oportunidades e de um lugar onde pudesse viver sua identidade sexual com mais liberdade.

Saiu do Brasil para a França aos 18 anos, fugindo de uma série de homicídios contra pessoas trans em São Paulo e chegou a Portugal aos 20 anos.

Ao chegar Gisberta, encontrou um cenário que parecia promissor.

Começou a trabalhar como artista e a fazer performances em casas noturnas, um espaço onde mulheres trans encontravam acolhimento.

Atuou no mundo das artes e do espetáculo tentando construir uma identidade forte dentro da comunidade LGBTQ+. 

Em 2006, Gisberta foi encontrada morta na cidade do Porto, em Portugal, após ser agredida com violência e violada por um grupo de 14 adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos.”

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