27 de janeiro, de 2026 | 17:17

CBF anuncia Programa de Profissionalização da Arbitragem

Rafael Góes/CBF
Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade

Nesta terça-feira (27), a CBF anunciou o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem nacional, que contemplará inicialmente 72 árbitros. A entidade vai investir cerca de R$ 195 milhões para o desenvolvimento e profissionalização dos árbitros no biênio 2026/2027.

Elaborado pelo Grupo de Trabalho de Arbitragem, liderado por Netto Góes, Helder Melillo e Davi Feques, e que conta com a participação de 38 clubes das Séries A e B, consultores internacionais, árbitros, federações e associações, o Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO) está estruturado em quatro pilares e começará oficialmente em março.

Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade, sem a obrigação de exclusividade.

Neste primeiro momento, o modelo é voltado para o Brasileirão da Série A, mas os árbitros profissionalizados poderão trabalhar em outras competições no decorrer do ano.

Dos 72 profissionais escolhidos, 20 são árbitros centrais – 11 deles do quadro da Fifa -, 40 são assistentes – incluindo 20 da Fifa -, e 12, também da Fifa, atuam como árbitros de vídeo (VAR). Ao fim de cada ano, eles estarão passíveis a rebaixamento (pelo menos dois de cada função), com a consequente promoção de outros que tenham se destacado na temporada.

Os pilares que formatam o PRO são divididos em “Estrutura Geral”, “Excelência com Saúde”, “Capacitação Técnica” e “Tecnologia e Inovação”, com uma série de medidas que vão nortear a rotina de todos os profissionais que vão atuar no Programa.

Além da remuneração específica, os 72 árbitros vão ser avaliados sistematicamente por observadores e uma comissão técnica contratada pela CBF. Receberão notas por uma composição de variáveis, como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. Integrarão um ranking que será atualizado a cada rodada.

Os pioneiros da profissionalização da arbitragem brasileira vão dispor de planos individualizados, com uma rotina semanal de treinos, e estarão sob monitoramento tecnológico. Eles vão contar com todo suporte na área de saúde e passarão por quatro avaliações anuais, com testes físicos e de simulação de jogo.
Haverá ainda uma rotina de capacitação, com imersões mensais, com aulas teóricas, testes e sessões práticas em campo. Poderão dispor também de recursos da análise de desempenho, com feedbacks individualizados após cada partida, em que discutirão lances polêmicos. (CBF)
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