24 de janeiro, de 2026 | 09:35

Fundo Garantidor de Crédito já pagou R$ 26 bi a 67% dos credores do Banco Master

Antônio Cruz / Agência Brasil
 Mais de 520 mil investidores já receberam valores garantidos Mais de 520 mil investidores já receberam valores garantidos

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já efetuou pagamentos de R$ 26 bilhões a 521 mil credores do Banco Master até o fim da tarde desta sexta-feira (23). O volume corresponde a 66,4% do valor total previsto para desembolso e alcança 67,3% dos investidores com direito à garantia.

Os pagamentos começaram na tarde de segunda-feira (19) e ganharam ritmo após ajustes técnicos que melhoraram o desempenho dos sistemas do fundo.

O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que protege depositantes e investidores, devolvendo o dinheiro aplicado (até R$ 250 mil por CPF e instituição) em caso de falência ou intervenção de bancos associados. Funciona como um "seguro" para produtos de renda fixa e conta-corrente. O fundo é privado, não envolve dinheiro público. 

Segundo o FGC, cerca de 2,8 mil pedidos por hora estão sendo processadas por meio do aplicativo, o equivalente a 46 pedidos por minuto. A estimativa é que serão consumidos R$ 40,6 bilhões para cobrir as garantias relacionadas ao Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro. O valor representa cerca de um terço dos recursos disponíveis no fundo.

Will Bank
Além do Master, o FGC terá de honrar garantias relacionadas ao Will Bank, que teve a liquidação decretada nesta semana pelo Banco Central. A estimativa é de um desembolso adicional de R$ 6,3 bilhões. O fundo destacou que, como o Will Bank integra o conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o limite de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ não é duplicado. Assim, clientes que já tenham recebido o teto máximo na liquidação de outras instituições do grupo não terão valores adicionais a receber.

“O credor que já recebeu o valor limite da garantia de R$ 250 mil não terá novos pagamentos, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro”, informou o FGC.

O Banco Master foi alvo de liquidação extrajudicial em 18 de novembro, no mesmo dia em que seu controlador, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso em operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes bilionárias. Ele foi posteriormente solto e responde às investigações em liberdade, sob medidas cautelares. (Com informações da Agência Brasil)
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