23 de janeiro, de 2026 | 08:30

Com liquidação do Will Bank, advogado esclarece dúvidas de clientes do Vale do Aço

Isabelly Quintão
Banco deixa de operar normalmente com a decretação de liquidação extrajudicial do BCBanco deixa de operar normalmente com a decretação de liquidação extrajudicial do BC

Por Isabelly Quintão - Repórter Diário do Aço
Após a liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada nesta semana pelo Banco Central, clientes da instituição financeira controlada pelo Banco Master estão preocupados com seus valores e investimentos. Em entrevista à reportagem do Diário do Aço, o advogado especialista em Direito do Consumidor, Leonardo Augusto Pires Soares, esclareceu as principais dúvidas sobre acesso ao dinheiro, investimentos e dívidas. Leonardo também é sócio do ASA Advogados e diretor Regional no Vale do Aço da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Minas Gerais.

Com a decretação, o banco deixa de operar normalmente, com novas operações de crédito e investimento suspensas, com o início de um processo para levantamento de ativos, passivos e credores. No dia a dia, o consumidor passa a não conseguir mais movimentar a sua conta.

A orientação do advogado é que os clientes, que conseguem inicialmente acessar saldos, extratos ou históricos de movimentação, salvem arquivos que forem importantes o quanto antes. “Guarde, preferencialmente em nuvem e fisicamente, movimentações bancárias, contratos, faturas de cartão, recibos de pagamento, comunicados do banco ou liquidante e o que mais achar pertinente”, recomendou.

Conforme explicou o advogado, quem tinha dinheiro parado em conta corrente ou poupança, no valor de até R$ 250.000,00, não corre o risco de perder, uma vez que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) será acionado e cobre até esse montante. No entanto, acima disso, existe um risco, e o excedente pode ser cobrado do banco em ação judicial. “Dependendo do tipo de investimento, pode perder. Para CDB e alguns outros produtos bancários tradicionais há a cobertura de até R$ 250.000,00. Para outros, não há. É preciso analisar caso a caso”, informou.

As dívidas dos clientes com o Will Bank continuam válidas, e os pagamentos devem ser feitos agora para o novo administrador, chamado de liquidante. Leonardo destacou a importância de aguardar as comunicações oficiais, bem como as orientações do Banco Central.

Direitos
O advogado acrescentou que os principais direitos dos clientes são praticamente todos previstos em leis como o Código de Defesa do Consumidor, dentre eles transparência nas informações.

“Exceção importante é não ter direito ao ressarcimento de valores que passem de R$ 250.000,00 ou estão em operações não acobertadas pelo FGC. Clientes podem entrar com ações individuais, mas depois de consultar seu advogado de confiança. Há risco elevado de golpe em razão da situação do banco. Recomendo não pagar nada sem orientação profissional”, complementou.
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