USIMINAS 7 BILHOES 728X90

20 de janeiro, de 2026 | 07:00

Afogamentos se concentram no verão; bombeiros orientam sobre prevenção

As ocorrências relacionadas a afogamentos nos últimos quatro anos concentraram-se nos meses de dezembro e janeiro, período de férias e alta temperatura

Arquivo DA
Ambientes aquáticos exigem vigilância e cautela para evitar afogamentosAmbientes aquáticos exigem vigilância e cautela para evitar afogamentos
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço

A combinação de altas temperaturas típicas do verão e período de férias escolares faz com que a procura por atividades de lazer em ambientes aquáticos aumente, o que exige atenção redobrada para a prevenção de afogamentos.

No Brasil, a maioria dos registros ocorre em água doce e em ambientes naturais, dentre eles rios, lagos e cachoeiras. Já os afogamentos em piscinas residenciais atingem, de forma significativa, crianças, principalmente em situações de falta de supervisão adequada.

Conforme apurado pelo Diário do Aço junto ao banco de dados do Corpo de Bombeiros, de 2022 a 2025 foram registradas 16 ocorrências de afogamento em água na região do Vale do Rio Doce.

Coronel Fabriciano lidera o ranking com 31 registros, todos em meses de alta temperatura: 29 em dezembro e 2 em janeiro. Governador Valadares aparece em 2º lugar com 27 chamados no acumulado dos quatro anos.

Ipatinga teve 5 ocorrências, com 3 em dezembro e 1 em janeiro e 1 em fevereiro; Timóteo com 3 registros, todos em janeiro; e Santana do Paraíso teve 2 registros, 1 em fevereiro e 1 em novembro.

Dicas

Entre as principais orientações para reduzir os riscos estão a vigilância constante de crianças e pessoas mais vulneráveis, como idosos e indivíduos com limitações físicas. A recomendação é que nunca sejam deixados sozinhos, independentemente da profundidade da água, mantendo sempre contato visual direto.

O uso de boias infláveis não deve ser considerado como garantia de segurança, já que esses equipamentos podem se soltar ou furar. O mais indicado são boias confeccionadas em espuma, especialmente os modelos tipo colete.

Outras medidas incluem evitar o consumo de bebidas alcoólicas e refeições pesadas antes de entrar na água, não fazer saltos em locais desconhecidos ou de grande altura e evitar brincadeiras que possam resultar em traumas, perda de consciência ou afogamento.

“É extremamente importante evitar saltos de lugares altos ou locais onde não se conhece a profundidade, inclusive em piscinas. Nunca se coloque em risco para ajudar outras pessoas. Evite se tornar mais uma vítima. Auxilie apenas, quando possível, lançando objetos flutuantes, cordas ou galhos, de modo que o contato seja sempre indireto com a vítima. Mantenha o nível da água no máximo na altura da cintura. Lembre-se que em rios e lagos a profundidade pode aumentar rapidamente. Em rios e córregos, evite nadar em locais com correnteza”, explica o capitão Leonardo Dias Schirm, do 11º Batalhão de Bombeiros Militar, sediado em Ipatinga.

Em piscinas públicas, rios e balneários, a orientação é optar por locais que contam com a presença de guarda-vidas, além de respeitar sinalizações visuais, alertas sonoros e áreas isoladas por risco. Em rios e córregos, deve-se evitar nadar em pontos com correnteza e manter-se, preferencialmente, com a água até a altura da cintura, lembrando que a profundidade pode variar de forma repentina.

Fenômenos naturais

Outro risco associado a rios e cachoeiras é o fenômeno conhecido como “cabeça d’água”. “Ele ocorre normalmente devido a chuvas intensas nas cabeceiras dos rios, o que proporciona um aumento rápido do volume de água nas cachoeiras, podendo colocar os banhistas em risco e causar acidentes”, continua o bombeiro militar.

Em cachoeiras também há presença de limo nas pedras, que pode causar escorregões e quedas. Também é importante atenção à possível presença de animais peçonhentos, especialmente em áreas rurais, de mata ou de difícil acesso. “Em caso de afogamento ou de emergência, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193”, finaliza Schirm.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário