13 de janeiro, de 2026 | 09:44

Índice de infestação do Aedes aegypti se mantém alto em Ipatinga

Informações da Prefeitura de Ipatinga
Divulgação
Para a realização do levantamento, foram programados 4.736 imóveis, com 4.939 efetivamente trabalhados, superando a meta inicialmente estabelecidaPara a realização do levantamento, foram programados 4.736 imóveis, com 4.939 efetivamente trabalhados, superando a meta inicialmente estabelecida

A Prefeitura de Ipatinga, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou nesta segunda-feira (12) o resultado do primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. A coleta de dados ocorreu entre os dias 5 e 9 de janeiro e apontou Índice de Infestação Predial de 6,2% na área urbana do município, patamar classificado como alto, porém inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando a média foi de 7,4%.

O levantamento também identificou 0,2% de infestação por Aedes albopictus, reforçando que o Aedes aegypti segue como principal vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya em Ipatinga.

Planejamento e força de trabalho

Para o levantamento, foram programados 4.736 imóveis, com 4.939 efetivamente trabalhados, superando a meta inicial. A operação mobilizou 113 servidores, sendo 102 agentes, com atuação simultânea em toda a área urbana.

Segundo a gerente do Departamento de Zoonoses, Vanessa Andrade, o LIRAa é essencial para orientar as ações de controle. Ela explicou que a organização dos índices por prioridade permite maior eficácia na atuação, concentrando esforços nas áreas de maior risco. Apesar da redução em relação ao ano anterior, o índice ainda exige atenção e ações contínuas.

Bairros com maiores índices de infestação

Na primeira vistoria do ano, os maiores índices de infestação do Aedes aegypti foram registrados nos bairros Bom Jardim, Ferroviários, Horto, Industrial e Usipa, com 10,9%. Em seguida aparecem Limoeiro, Chácara Madalena, Córrego Novo, Barra Alegre e Chácara Oliveira, com 9,2%. Também apresentaram índices elevados Imbaúbas, Bom Retiro, Bela Vista, Das Águas, Cariru, Castelo, Vila Ipanema, Centro, Novo Cruzeiro e Parque Ipanema, todos com 7,4%. Outros bairros monitorados foram Veneza (6,7%), Caravelas e Jardim Panorama (6,5%), Cidade Nobre, Iguaçu, Canaanzinho e Vila Militar (5,5%), Vila Celeste (5,4%), Esperança e Ideal (4,7%), Granjas Vagalume e Bethânia (4,5%), além de Tiradentes e Canaã, com 2,1%.

Principais criadouros encontrados

Os dados mostram que os criadouros mais comuns continuam sendo vasos, frascos, pratos e bebedouros, responsáveis por 48,6% dos focos. Na sequência aparecem recipientes plásticos, garrafas, latas e sucatas, com 19,3%, seguidos por barris, tinas, tambores, tanques e poços, com 12%. Também foram identificados focos em calhas, lajes e borracharias, com 10,1%, e em pneus e materiais rodantes removíveis, com 8,9%.

Orientações e cuidados neste período

O secretário municipal de Saúde, Walisson Medeiros, destacou a importância do envolvimento da população, especialmente neste período de altas temperaturas e chuva, cenário favorável à reprodução do mosquito. Ele reforçou que eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas-d’água bem vedadas e descartar corretamente o lixo são medidas essenciais.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que os resultados do LIRAa servirão de base para reforçar ações de bloqueio, visitas domiciliares, mutirões de limpeza e campanhas educativas, principalmente nos bairros com maior incidência.

A população pode colaborar denunciando focos do mosquito e solicitando orientações por meio do aplicativo Fala Ipatinga e da Ouvidoria Municipal, pelo telefone 156.
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