13 de janeiro, de 2026 | 07:00

Casos de dengue caem no Vale do Aço e chegam a menor índice desde 2022

Divulgação
Cobrir os recipientes de água, como caixas d?água e cisternas, é uma das formas de evitar a entrada de mosquitosCobrir os recipientes de água, como caixas d?água e cisternas, é uma das formas de evitar a entrada de mosquitos
Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço

A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) encerrou o ano de 2025 com 2.607 casos confirmados de dengue, o menor número registrado desde 2022, quando foram contabilizados 1.650 casos. Nos dois períodos, não houve registro de mortes provocadas pela doença, segundo dados oficiais de vigilância epidemiológica da Secretária de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

A redução é significativa quando comparada aos anos anteriores. Em 2024, a região somou 13.697 casos, com sete óbitos, enquanto em 2023 foram 21.225 confirmações e três mortes associadas à dengue. Os números evidenciam uma queda progressiva da circulação do vírus após o pico observado entre 2023 e 2024.

Apesar da diminuição no total de registros, o índice de incidência em 2025 permaneceu em patamar elevado em municípios estratégicos da região. Ipatinga e Coronel Fabriciano foram classificados com incidência muito alta, enquanto Santana do Paraíso apresentou índice alto. Já Timóteo fechou o período com incidência considerada média.

Chikungunya também apresenta retração
O mesmo comportamento foi observado nos casos de chikungunya. Em 2025, a RMVA registrou 935 casos confirmados, com duas mortes. O número representa uma queda expressiva em relação a 2024, quando foram notificados 34.757 casos e 32 óbitos.

Em 2023, a chikungunya havia provocado 17.124 casos confirmados e 17 mortes, enquanto em 2022 o cenário era consideravelmente mais controlado, com apenas 138 registros e nenhum óbito.

Alerta permanece
Mesmo com a retração dos casos em 2025, autoridades de saúde mantêm o alerta para a importância das ações de prevenção e controle do Aedes aegypti, vetor das duas doenças, especialmente em períodos de maior incidência de chuva e calor, fatores que favorecem a proliferação do mosquito.

O verão é a estação propícia para a proliferação do mosquito, e o período sazonal para arboviroses urbanas permanece até março.

O coordenador e professor de enfermagem da Faculdade Anhanguera, Marcus Tavares, afirma que é importante que as famílias pertencentes ao público contemplado procurem os pontos de vacinação disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante contribui para que não haja quadros de saúde grave relacionados à doença.

“A vacina, mesmo oferecida de forma restrita a determinadas faixas etárias, é uma ferramenta valiosa para reduzir o risco de formas graves da doença. A dengue continua sendo um problema de saúde pública que exige atenção constante, e todas as medidas preventivas, vacinação quando disponível, controle do mosquito e cuidados ambientais, são essenciais no enfrentamento da doença”, pontua.

Marcus Tavares diz ainda que a febre é o principal motivo da “confusão”, pois ela é comum também em outras doenças, como a covid-19.

“Com o volume expressivo de casos registrados em Minas Gerais, é fundamental que a população esteja atenta aos sinais iniciais da dengue. A febre alta, sobretudo quando aparece acompanhada de dores musculares, dor atrás dos olhos, manchas pelo corpo e cansaço intenso, deve ser um alerta para buscar atendimento médico imediato. O reconhecimento precoce dos sintomas é essencial para evitar complicações e garantir um tratamento seguro e adequado”, conclui.
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