08 de janeiro, de 2026 | 16:41
Hospital Márcio Cunha faz implante moderno de marca-passo alinhado à fisiologia do coração
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A técnica marca um avanço no cuidado com pacientes que dependem de estimulação cardíaca contínua
A técnica marca um avanço no cuidado com pacientes que dependem de estimulação cardíaca contínuaO Hospital Márcio Cunha (HMC) deu um passo histórico na assistência cardiológica ao fazer um procedimento inédito na instituição: o implante de marca-passo com eletrodo fisiológico. A técnica, considerada mais moderna e alinhada ao funcionamento natural do coração, marca um avanço no cuidado com pacientes que dependem de estimulação cardíaca contínua, destacou o HMC.
O procedimento, realizado no último mês, contou com a participação do cardiologista eletrofisiologista, Raphael Diniz, e da cardiologista arritmologista e eletrofisiologista, Thatiane Ticom, ambos do Hospital Márcio Cunha, e foi conduzido pelo cardiologista Rafael Pires, profissional formado em São Paulo, com especialização em arritmia, eletrofisiologia e implante de marca-passos, que atua em São Paulo e Muriaé. Ele participou como proctor, ou seja, para auxiliar e capacitar a equipe durante o procedimento. Esse é um processo que exige tempo, treinamento e troca de conhecimento. À medida que a equipe vai absorvendo essa técnica, o Hospital estará plenamente apto a realizar esses implantes de forma independente, beneficiando diretamente nossos pacientes”, ressalta o Raphael Diniz.
A paciente beneficiada foi Jaqueline Fideles, de 35 anos, moradora de Iapu. Ela nasceu com bloqueio atrioventricular total, uma condição caracterizada pela falha na comunicação elétrica entre os átrios e os ventrículos do coração.
Diferentemente do marca-passo convencional, o implante com eletrodo fisiológico permite que a estimulação elétrica siga o caminho mais próximo possível do sistema natural do coração, promovendo uma contração mais sincronizada e eficiente. Esse tipo de marca-passo faz com que o coração bata de forma mais fisiológica, preservando a função cardíaca ao longo do tempo. Isso se traduz em mais disposição, menor risco de insuficiência cardíaca, redução da necessidade de medicamentos e uma recuperação muito mais rápida”, explica Raphael Diniz.
O procedimento é realizado por meio do implante de um eletrodo especial, posicionado estrategicamente após um cuidadoso mapeamento do sistema elétrico cardíaco, técnica que exige alto grau de especialização. No caso de Jaqueline, o novo implante foi decisivo. Após receber um marca-passo convencional em fevereiro de 2024, ela passou a apresentar piora importante da função cardíaca. Exames de ressonância magnética e ecocardiograma com strain mostraram que a estimulação anterior estava causando dissincronia no coração. Com o eletrodo fisiológico, conseguimos corrigir essa desorganização elétrica, permitindo que o coração recupere sua força e funcione de forma harmoniosa”, detalha o médico.
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A paciente beneficiada foi Jaqueline Fideles, de 35 anos, moradora de Iapu
A paciente beneficiada foi Jaqueline Fideles, de 35 anos, moradora de IapuA estimulação fisiológica começou a ser utilizada no Brasil por volta de 2021 e vem ganhando espaço justamente pelos benefícios clínicos a longo prazo. Segundo os especialistas, o eletrodo fisiológico pode ser indicado para praticamente todos os pacientes que terão dependência futura de marca-passo, sem a necessidade de esperar uma piora clínica para intervir. Quando já sabemos que o paciente precisará de estimulação contínua, podemos optar diretamente por essa tecnologia, oferecendo uma solução mais completa desde o início”, completa o cardiologista.
Para Jaqueline, o procedimento representa um novo começo. Sempre tive muito receio em relação ao marca-passo, mas quando descobri, por meio do Dr. Raphael Diniz, que existia uma técnica mais moderna e menos invasiva, isso me encheu de esperança. A sensação é de que agora posso ter uma vida normal, como qualquer outra pessoa. Assim que o procedimento terminou, os médicos me explicaram que tudo tinha sido um sucesso e que meu coração já estava recebendo os estímulos da forma correta. O pós-operatório foi muito tranquilo e, desde então, já percebo uma melhora significativa na minha qualidade de vida”, conta.
Ela também destaca o acolhimento recebido durante todo o processo. Desde o primeiro momento fui muito bem cuidada. Durante toda a semana, o Dr. Raphael Diniz me manteve informada sobre cada etapa, e ao chegar ao Hospital fui recebida por uma equipe extremamente atenciosa. As enfermeiras me acompanharam o tempo todo, inclusive durante a cirurgia, segurando minha mão, o que me trouxe um conforto enorme. Ver o empenho de todos para que esse procedimento acontecesse só reforça o quanto o Hospital Márcio Cunha e nossa região são referência em saúde. Sou muito grata a todos os médicos, enfermeiros e à direção do hospital por me proporcionarem o que há de mais moderno em tecnologia e cuidado, devolvendo minha qualidade de vida”, relata Jaqueline, emocionada.
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