06 de janeiro, de 2026 | 07:00

Vale do Aço fechou novembro de 2025 com saldo negativo de empregos

Matheus Valadares
Setor de serviços foi o principal destaque na geração de vagas formais, assumindo o protagonismo que antes era da indústriaSetor de serviços foi o principal destaque na geração de vagas formais, assumindo o protagonismo que antes era da indústria

Por Matheus Valadares - Repórter Diário do Aço
Apesar de manter saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada no acumulado dos primeiros 11 meses de 2025, a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) encerrou o mês de novembro com retração no mercado de trabalho formal. O saldo regional foi negativo em 431 vagas.

Os dados foram levantados e enviados ao Diário do Aço pela Coordenação de Estatística e Pesquisa, com base nas informações do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), publicado no fim de dezembro passado.

O resultado mensal foi fortemente impactado por Ipatinga, que registrou o fechamento de 520 postos de trabalho em novembro. Coronel Fabriciano também apresentou desempenho negativo, com –41 vagas. Por outro lado, Timóteo teve saldo positivo de 116 empregos, enquanto Santana do Paraíso criou 14 vagas formais no período.

De janeiro a novembro
Mesmo com a queda registrada no último mês analisado, o acumulado de janeiro a novembro de 2025 permanece positivo na região. Ao todo, a RMVA criou 2.346 empregos com carteira assinada no ano. Ipatinga lidera o ranking regional, com 1.570 vagas abertas, seguida por Coronel Fabriciano (+564), Santana do Paraíso (+143) e Timóteo (+69).

A análise setorial mostra que o desempenho positivo do mercado de trabalho regional em 2025 foi sustentado, principalmente, pelos setores de serviços e construção civil. Juntos, eles responderam pela maior parte das admissões no período.

O setor de serviços acumulou 1.367 vagas, enquanto a construção civil criou 805 postos de trabalho. O comércio também apresentou saldo positivo, com 303 empregos, e a agropecuária, que não é muito forte na região, teve crescimento mais discreto, com 24 vagas.

Por outro lado, a indústria foi o único segmento a fechar o acumulado do ano no vermelho na RMVA, com saldo negativo de 153 empregos, indicando desaceleração no setor historicamente mais relevante para a economia regional.

Minas e Brasil
Os dados levantados pelo observatório mostram ainda que Minas Gerais também fechou o mês com saldo negativo de 8.740 empregos formais, mantendo uma tendência registrada no Vale do Aço, e de igual modo, no acumulado de 2025, o estado mantém resultado positivo, com 151.470 vagas criadas.

Em nível nacional, o cenário é distinto. O Brasil gerou 85.864 empregos com carteira assinada em novembro e acumula 1.895.130 vagas no ano.

Para complementar, dados da PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a novembro, apontam que a taxa de desemprego no país está em 5,2%, com 59% da população em idade ativa ocupada.

Ao contrário do Caged, essa pesquisa também contabiliza empregos informais, abrangendo os trabalhadores que não têm carteira assinada.

Por fim, a renda média do trabalhador brasileiro é de R$ 3.574, enquanto o salário mínimo vigente até novembro de 2025 era de R$ 1.518.

Veja também:
Vale do Aço tem fraca geração de empregos no mês de outubro
Minas bate recorde de empregos e investimentos em cultura e turismo
Construção foi o setor que mais gerou empregos no mês de julho, na RMVA
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário