05 de janeiro, de 2026 | 15:35

Ipatinga dá início ao primeiro levantamento do Aedes aegypti de 2026

Divulgação
A pesquisa vai até sexta-feira, com a atuação de cerca de 80 Agentes de Combate a EndemiasA pesquisa vai até sexta-feira, com a atuação de cerca de 80 Agentes de Combate a Endemias

O primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 está em andamento nesta semana em Ipatinga. A pesquisa vai até sexta-feira (9), com a atuação de cerca de 80 Agentes de Combate a Endemias, que fazem vistorias em 4.736 imóveis distribuídos por diversos bairros. As informações foram divulgadas pela administração municipal.

O levantamento tem como objetivo identificar as áreas com maior índice de infestação larvária do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O LIRAa ocorre quatro vezes ao ano e fornece base técnica para orientar ações de controle, prevenção e combate às arboviroses.

Durante o período de vistorias, os agentes permanecem nas ruas, devidamente uniformizados, para acessar os imóveis selecionados. A colaboração dos moradores, ao permitir a entrada das equipes, é apontada como essencial para a precisão dos dados obtidos.

Segundo a gerente do Departamento de Zoonoses, Vanessa Andrade, a participação da população influencia diretamente os resultados do levantamento. Ela afirma que o LIRAa permite identificar os locais com maior proliferação do mosquito e direcionar as ações, destacando a importância de receber os agentes e manter cuidados com quintais e ambientes internos.

No levantamento anterior, feito em outubro de 2025, o índice médio de infestação no município ficou em 3%, abaixo dos 5% registrados no mesmo período de 2024. Mesmo com a redução, o resultado indicou situação de alerta, principalmente em função do início do período chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito.

Com a manutenção das chuvas na região, a orientação é reforçar cuidados básicos, como a eliminação de recipientes que acumulam água.

Os dados também indicaram que a maioria dos focos do mosquito permanece dentro das residências. Depósitos móveis, como vasos, pratos, frascos e bebedouros, concentraram 45,6% dos criadouros. Na sequência aparecem lixo acumulado, com 17,1%, depósitos fixos como calhas e lajes, com 13,9%, e tambores ou tonéis ao nível do solo, com 13,3%.

Eliminar água parada é apontado como a principal medida de combate ao Aedes aegypti. A recomendação é reservar cerca de dez minutos por semana para verificar vasos de plantas, calhas, ralos, caixas-d’água e outros recipientes que possam acumular água.

O enfrentamento das arboviroses é tratado como uma ação conjunta entre Poder Público e população, sobretudo no período de maior risco.

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