17 de novembro, de 2025 | 15:09

Instalação de pedágio e melhorias na BR-381 pautam audiência

Alair Vieira-ALMG
Comissão de Transporte quer cobrar, nesta terça ações pela segurança na rodovia, onde o trânsito está caótico, gerando estresse e mortes Comissão de Transporte quer cobrar, nesta terça ações pela segurança na rodovia, onde o trânsito está caótico, gerando estresse e mortes

Com informações da ANTT

A instalação de postos de pedágio na BR-381, entre Caeté e Governador Valadares (Rio Doce), especialmente a modalidade de cobrança "free flow"; e as ações de segurança e melhorias necessárias nas cidades afetadas, considerando-se o estado precário do trecho, são os principais temas a serem debatidos na audiência pública que a Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas realiza nesta terça-feira (18).

Solicitada pelo deputado Delegado Christiano Xavier (PSD), a reunião está marcada para as 16H, no Auditório da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). De acordo com o parlamentar, os pontos de instalação dos pórticos de cobrança se situam nos municípios de Caeté (Região Metropolitana de Belo Horizonte), João Monlevade e Jaguaraçu, na região Central; Belo Oriente e Governador Valadares, no Rio Doce. As informações são da ALMG.

O requerimento destaca que, no trecho da rodovia entre Belo Horizonte e Caeté, o trânsito encontra-se caótico diariamente, durante o dia e à noite, gerando filas e engarrafamentos gigantes, que obrigam os usuários a ficarem por horas no engarrafamento. Conforme o contrato de concessão, nesse trecho de aproximadamente 28 km, as obras de duplicação e melhorias continuarão sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Somente a partir do oitavo ano de concessão, a Nova 381 assumiria a gestão desse trecho, responsabilizando-se por sua recuperação e manutenção.

“A estrada nessa situação provoca atrasos em compromissos profissionais, escolares, médicos e familiares, além de cansaço, estresse e prejuízos à saúde, à produtividade e à vida pessoal dos cidadãos”, afirmou o delegado Christiano Xavier.

Ainda segundo o documento, além dos danos sociais e emocionais, as péssimas condições de conservação e segurança do trecho têm como resultado acidentes diários, muitos deles fatais, expondo motoristas, trabalhadores e famílias a riscos graves e contínuos. “Esse cenário de insegurança se repete diariamente, comprometendo o direito de ir e vir e a integridade física dos usuários da BR-381”, critica Delegado Christiano Xavier.

Free flow
A modalidade de cobrança "free flow", baseada em tecnologia de leitura automática e tarifação eletrônica, representa um avanço tecnológico. Por outro lado, acredita o parlamentar, poderia acarretar prejuízos aos usuários, em especial àqueles sem familiaridade com o sistema, que desconhecem as formas de pagamento ou enfrentam dificuldades no acesso aos canais digitais para regularização das tarifas.

A cobrança do pedágio, no trecho de 303,4 km administrado pela concessionária Nova 381, iniciou-se no dia 27 de setembro deste ano, em dois pórticos de cobrança, em Caeté e em João Monlevade, com valores de R$ 15,50 e R$ 12,90, respectivamente. Outros três pontos de pedágio estão sendo instalados em Jaguaraçu (R$ 15,10), Belo Oriente (R$ 12,10) e Governador Valadares (R$ 12,60), com previsão de cobrança a partir desta segunda-feira (17).

“Impõe-se a necessidade de ações urgentes de melhoria da infraestrutura, sinalização e segurança viária, bem como de medidas que garantam maior fluidez ao tráfego e reduzam os impactos e riscos enfrentados pelos usuários da BR-381”, sugere o deputado.

Entre as ações, ele sugere: instalação de passarelas iluminadas e acessíveis; criação de áreas de escape e acostamentos seguros; duplicação e melhoria de trechos críticos, em especial, entre a Capital e Caeté; implantação de equipamentos e sinalização de segurança viária.

Além disso, propõe a instalação de placas, dispositivos e equipamentos luminosos que garantam maior visibilidade e proteção aos usuários da rodovia, sobretudo em períodos noturnos e de baixa visibilidade.

“É imprescindível que a Assembleia Legislativa exerça seu papel fiscalizador para garantir que os direitos dos cidadãos sejam respeitados e que a concessão da BR-381 ocorra de forma justa e transparente”, defendeu o parlamentar. Na sua opinião, o debate é fundamental para que sejam avaliadas alternativas e medidas de mitigação para os impactos da nova cobrança e a necessidade de implementação de ações de melhoria e segurança aos moradores e usuários dessa rodovia.

Para a audiência pública desta terça-feira (18), foram convidados prefeitos de várias cidades por onde passa a estrada, como Bom Jesus do Amparo e Rio Piracicaba, na região Central, Nova União e Caeté, na RMBH. Além deles, também foram chamados o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Minas Gerais e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres.
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Comentários

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Adelso Ferreira Vileforte

19 de novembro, 2025 | 20:24

“Todos concordam em pagar o pedágio, porém, no trecho entre Belo Horizonte e Caeté, a situação é crítica. Pista simples, somente separada pela faixa amarela, fluxo grande de caminhões e muita imprudência! Se a grana arrecadada for usada pra melhorar, realmente, o trecho perigoso, tá valendo!!!”

Adelso Ferreira Vileforte

19 de novembro, 2025 | 20:16

“Todo mundo concorda em pagar o pedágio, porém, no trecho entre Belo Horizonte e Caeté, a situação é crítica! Trecho perigoso, pista simples e um fluxo muito grande de caminhões com a pista dividida apenas pela faixa amarela, sem falar da imprudência cometida por muitos motoristas de automóveis! Se for usado o dinheiro arrecado pra melhorar o trecho citado, tá valendo!”

Nicácio

19 de novembro, 2025 | 12:52

“Na Fernão Dias , a tarifa é umas 4 vez menor , e a pista é duplicada. Isso é uma exploração escancarada, e poucos políticos se importa.”

Wesley

19 de novembro, 2025 | 10:00

“Brasileiro já está tão acostumado a sofrer nesse país abençoado que fizeram duplicação de camada de asfalto e estão cobrando pedágio de trecho duplicado com 4 faixas e há quem defende, para mim esse valor de pedágio é injusto, o valor deveria iniciar baixo e de acordo com a duplicação fosse saindo o valor iria se reajustando.”

Prof. Flávio Barony

18 de novembro, 2025 | 09:24

“Infeliizmente o povo brasileiro, em geral, pouco lê e menos ainda participa dos Conselhos e/ou outras formas de participação popular. Desde a década passada foi divulgado, inclusive aqui no DIÁRIO DO AÇO, as tentativas de leilão da 381 juntamente com a 262, que depois foi desmembrado para facilitar a concessão. Desde então já era divulgado o valor previsto para os pedágios. NINGUÉM FOI PEGO DE SURPRESA!
Eu também gostaria de pagar muitoooo menos em pedágio e isso só seria possível se o governo FEDERAL fizesse a obra, e como foi visto, está com orçamento limitado para tal.
Diga NÃO ao populismo e a desinformação! TODOS sabiam da tentativa da concessão do leilão da 381!
Todos sabiam do valor do pedágio que estava previsto! Não é uma questão de Lula ou Bolsonaro! Ambos tentaram anteriormente fazer a concessão, mas foi necessário outros ajustes no edital. Sugiro que o povo leia um pouco mais e deixe a idolatria política de lado. Não tem herói e nem inocente nesta história!”

Sebastião Botelho Dornelas

17 de novembro, 2025 | 21:40

“Também acho que não foi feito nada que mereça já cobrar pedágio.
Quando foi falado em concessão do trecho fiquei feliz e iludido achando que iria melhor pra gente.
Não concordo e não acho justo o valor cobrado sem entregar segurança para os usuários.”

Bom

17 de novembro, 2025 | 19:56

“Política é uma coisa nojenta demais, esses improdutivos não são capazes de gerenciar uma estrada, e a entregando pra particular explorar o povo.
Já não bastassem os impostos que pagamos em tudo nesse país, a partir do nascimento.....”

José da Silva

17 de novembro, 2025 | 15:26

“Essa concessão foi mal feita de tal forma que se tivesse como estava era melhor, mas pagar para continuar sofrendo, é o fim. Se não fizer nada de Caetés a BH, a concessão é apenas exploração daquilo que não foi resolvido.”

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