31 de agosto, de 2025 | 06:00

Fim de linha

Fernando Rocha

Chegou ao fim a quarta passagem do técnico Cuca no Atlético, que hoje enfrenta o Vitória, em Salvador, que vem de uma derrota acachapante de 8 x 0 para o Flamengo e também está sob a direção de um técnico interino.

Foram oito meses de trabalho do treinador Cuca, onde, tirando alguns bilharecos no início, que resultaram na conquista do sexto título consecutivo do Campeonato Mineiro, o time do Galo teve um desempenho pífio.

Pior, também, foi a falta de expectativa de melhora, pois até mesmo o treinador demitido mostrava-se perdido, sem rumo, sem saber o que fazer, como ele mesmo disse na entrevista após a derrota para o rival Cruzeiro, diante da torcida na Arena MRV.

Qualquer outro treinador já teria sido demitido, por conta do desempenho pífio da equipe, mas sendo Cuca o maior vencedor entre todos os treinadores que já passaram pelo clube, ele conseguiu uma sobrevida e merece todo o respeito da torcida.

Seleção voltou
Mesmo ainda muito longe dos áureos tempos do “pachequismo”, a seleção brasileira vai aos poucos despertando a atenção da torcida nacional. Na próxima quinta-feira, já classificada para o Mundial de 2026 em México, Canadá e Estados Unidos, a nossa seleção recebe o Chile, no Maracanã; no dia 9, encerra, na altitude contra a Bolívia, a sua participação nessas eliminatórias.

O interesse está voltando graças ao novo técnico, o italiano Carlo Ancelotti, que demonstra possuir uma autonomia no cargo que seus antecessores nacionais nunca tiveram.

Prova disso foi a não convocação de Neymar, ficando claro que, se não recuperar a forma física, o jogador do Santos não vai ser chamado para vestir a amarelinha e ficará de fora da Copa do Mundo, sem choro e sem vela.

Aqui dos nossos grotões, por seus méritos, foram chamados Fabrício Bruno e Kaio Jorge, ambos do Cruzeiro, mas acho que faltou na lista de convocados o goleiro do Galo, Everson, superior a dois outros chamados, Bento (Al-Nassr) e Hugo Souza (Corinthians).

Ancelotti também esbanja simpatia e me agrada o esforço que vem fazendo para falar português, onde mistura italiano com espanhol, mas acaba conseguindo se comunicar e expressar o que pensa.

FIM DE PAPO

Até o próximo dia 11, quando haverá a segunda partida decisiva no Mineirão, a torcida azul vai continuar zoando os rivais do Galo nas redes sociais, por onde circulam postagens com centenas de memes. Nas ruas, cresceu consideravelmente o número de pessoas vestindo camisas do Cabuloso. Por outro lado, os atleticanos vão continuar chateados e nem mesmo uma vitória hoje sobre o rubro-negro baiano, ou a demissão do técnico Cuca, consegue cicatrizar a ferida aberta por mais esta derrota para o rival, na Arena MRV.

O gol de Fabrício Bruno, se tivesse sido marcado no Mineirão, talvez fosse eternizado com uma placa na galeria dos mais bonitos ou importantes do estádio. Além de ter sido um chute da intermediária, a bola descreveu uma curva que tirou completamente do lance o bom goleiro Everson. O segundo gol de Kaio Jorge contou também com a participação de Fabrício Bruno na assistência, mas teve a ajuda do zagueiro Victor Hugo, que trombou no lateral Natanael e o tirou da marcação, o que facilitou a conclusão do artilheiro cruzeirense.

O Atlético tinha pressa e esperava anunciar, neste fim de semana, o seu novo treinador, para que tenha um tempo maior para realizar treinamentos com os jogadores, aproveitando a paralisação para os jogos da seleção nesta data-Fifa. Este é um período ruim para troca de treinador, pois a maioria dos nomes de maior relevância está empregada e a temporada, bem próxima do fim. Dos nomes que estavam sendo especulados, o que mais agradava a torcida era o de Jorge Sampaoli, que está desempregado desde janeiro deste ano, após uma passagem apagada pelo Rennes, da França.

Quando comprou o Atlético, o empresário Rubens Menin se empolgou e prometeu à torcida coisas que não devia: “cinco Hulks”, além de cravar a transformação do Galo em “uma potencia mundial”. É verdade que o patrimônio do clube aumentou com a construção da Arena MRV, mas a dívida também extrapolou todos os limites. Passados alguns anos sob o comando da SAF, nada do que foi prometido aconteceu e o Atlético voltou a atrasar salários e premiações de jogadores, teve motim e muito mais, algo muito parecido com o que acontecia no passado recente de associação. (Fecha o pano!)

Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]
Mak Solutions Mak 02 - 728-90

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário