30 de agosto, de 2025 | 08:55
Morango do amor veio para ficar, afirma confeiteira
Dani Roque
Lucileide trabalha na esquina da avenida 28 de Abril com a rua Juiz de Fora, no Centro de Ipatinga
Dani Roque Estagiária sob supervisão
O sucesso estrondoso do morango do amor deixou muitos brasileiros com água na boca e, como a demanda foi grande, uma bandeja da fruta chegou a valer R$ 15. Mas hoje, no fim do mês de agosto, com baixa nas vendas da sobremesa, a bandeja de morango está mais em conta. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a época de colheita da fruta depende do clima na região de cultivo, variando de abril a outubro em regiões quentes, podendo estender-se até dezembro em regiões mais frias, como é o caso do Sul do Brasil. A colheita do morango é uma das operações mais delicadas e importantes de todo o ciclo da cultura. Se for feita de forma inadequada, poderá se perder todo o esforço realizado nas outras etapas do cultivo.
E para entender melhor por que a caixa da fruta volta a ser mais barata, o Diário do Aço foi às ruas e conversou com uma vendedora no Centro de Ipatinga e também com uma confeiteira para saber, em média, quantos morangos do amor ela vendeu por dia no auge da febre da sobremesa:
O povo acha que, com as vendas do morango abaixando, o preço da fruta também caiu. Porém, tem a safra, e agora estamos no período dela. Não é porque a fama do morango do amor acabou. É porque a safra do morango ficou mais barata para o comerciante, e ele abaixou na banca dele para o cliente ficar mais satisfeito”, explicou Lucileide.
Lucineide Santos explica também que, durante a alta do morango, o preço chegou a oscilar e diminuir gradativamente até chegar a R$ 20. Quando eu cheguei aqui na banca, estava 4 [bandejas] por 30. Foi abaixando e hoje está 4 por 20. Aí o povo está achando que abaixou por causa do morango do amor que sumiu, mas mesmo assim o povo comprava e compra. Independentemente do preço, sempre sai o dia todo”, disse.
Veio para ficar”
Já a confeiteira Edite Maria conta que, no início da moda, viu oportunidades e desafios nas vendas da sobremesa. Quando entrou o morango do amor, eu vi uma expectativa de eu lucrar um pouquinho na época. Quando eu comecei, na hora que estourou, eu comecei a vender 16 caixas por dia, por R$ 15 cada unidade. Mas tinha dia que não dava conta de vender mais que isso, porque as pessoas compravam e ainda queriam vir atrás de mim querendo mais, e não tinha. Mas agora parou um pouquinho. Mas agora, assim, as pessoas ainda estão me pedindo. Tem muitas pessoas que, mesmo na fase da alta, não comeram. E mesmo com a baixa, eu sigo vendendo aos poucos. Mas acredito que é um doce que veio para ficar e que vai ficar famoso em festas também”, contou.
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