12 de julho, de 2025 | 10:44
Vereador pede na Justiça anulação de votação sobre Escolas Cívico-Militares em Ipatinga
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O modelo cívico-militar, adotado em Minas Gerais desde 2020, funciona por meio de uma gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado de Educação, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros

O vereador de Ipatinga, Matheus Braga (DC), ajuizou uma ação popular com pedido liminar na Vara da Fazenda Pública do município, em que solicita a anulação das votações realizadas em escolas estaduais sobre a adesão ao Modelo Cívico-Militar e a suspensão imediata de novas consultas, até que sejam garantidas condições legais, transparentes e democráticas. Conforme divulgado pela assessoria do parlamentar, a decisão foi tomada após receber uma série de pedidos de pais de alunos. Conforme publicado pelo Diário do Aço neste fim de semana, a maioria das escolas de Ipatinga rejeitou o projeto em assembleias.
De acordo com a ação, ingressada sexta-feira (11), as reuniões promovidas por alguns professores da rede estadual foram conduzidas de forma parcial, sem a devida publicidade e com diversas irregularidades - entre elas, manipulação emocional de alunos, doutrinação ideológica e censura a pais que defendiam o novo modelo”, critica o vereador.
Principais reclamações
Alega o parlamentar que os relatos apresentados por famílias e estudantes apontam casos em que professores afirmaram em sala de aula que perderiam seus empregos caso a adesão fosse aprovada. A informação, sem respaldo legal, teria causado medo, culpa e forte pressão psicológica nos alunos. Há ainda registros de reuniões convocadas de última hora, sem explicações claras sobre o tema, e de pais favoráveis ao programa que tiveram sua fala cerceada.
O que deveria ser um processo democrático de escuta virou um palco de doutrinação e intimidação”, afirma o vereador Matheus Braga. Essa ação é uma resposta direta à mobilização dos pais, que se sentiram enganados, excluídos e silenciados”.
Braga destaca que a ação não tem como objetivo impor o modelo cívico-militar, mas sim garantir que a decisão da comunidade escolar seja tomada com base em informações corretas. Não se trata de ser a favor ou contra o programa. Trata-se de garantir um processo justo”.
Por envolver relatos de alunos, vídeos, áudios e documentos sensíveis, a ação tramita sob segredo de justiça. O parlamentar pede que todas as votações já realizadas sejam anuladas e que novas consultas sejam suspensas até que o processo seja reformulado dentro dos parâmetros legais e constitucionais.
O programa
O modelo cívico-militar, adotado em Minas Gerais desde 2020, funciona por meio de uma gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado de Educação, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. A proposta tem como base valores como disciplina, cooperação e cultura de paz, sem alterar o currículo escolar, a estrutura pedagógica ou o quadro de profissionais das unidades de ensino, segundo a SEE.
Ainda conforme a pasta, as nove escolas que já utilizam esse modelo no estado apresentaram avanços nos indicadores educacionais. No Ensino Fundamental, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) subiu de 3,5 em 2017 para 5,0 em 2021, com leve queda para 4,6 em 2023. Já no Ensino Médio, o Ideb passou de 2,8 para 4,0 no mesmo intervalo. Além disso, a taxa média de abandono escolar caiu de 4,92% em 2022 para 2,96% em 2023.
Divulgação
Matheus Braga afirma que não se trata de ser a favor ou contra o programa; Trata-se de garantir um processo justo”

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Rodrigo
19 de julho, 2025 | 09:00Esse projeto encampado pelo governador é pqra segurar o votos bolsonaristas. Um modelo de doutrinação de jovens, como já fazem nas igrejas, onde não se pode questionar nada e muito menos pensa diferente. É a obediência cega que forma cidadãos sem senso crítico.”
Gildázio Garcia Vitor
14 de julho, 2025 | 10:07Agora, que o Governador Zema, que não sabe se teve Ditadura Militar (1964-1985) no Brasil, e que, caso eleito Presidente, dará indulto aos golpistas, especialmente ao Minto Inelegível, amarelou, o Excelentíssimo Edil poderá ir cuidar das suas pendências junto ao MP.”
Alannah Oli
14 de julho, 2025 | 00:32"Só sei que nada sei" ... há escolas que a PM é acionada constantemente. Neste caso se estivessem la seria melhor. Há escolas em que a direção tem funcionado 100%. Então cada escola e-mail realidade. Porém há algo por trás na intencao do governo. Quando governo quer ele implanta e pronto. Quando nao ele joga para pais decidir e futuramente usar esta votação como resposta. Pensem nisso...”
Farias Maio
13 de julho, 2025 | 12:07Vereador de direita..
Algumas perguntas:
Por qual motivo o Governado Zema vai contratar ex policiais (aposentados, sem licenciatura) para darem aulas, com salário acima dos salários dos professores?
E por qual motivo ele se recusa a pagar o piso salarial aos professores?
Zema nao paga as contas do estado, e nas escolas estaduais estão cheias de produtos adquiridos pelo Gov. Do Estado, provenientes das Lojas Zema?
Você anda de acordo com tudo isto?”
Célio Cunha
13 de julho, 2025 | 11:32Caro redator(a),
Para alguém que foi forjado na luta estudantil, fica difícil não responder a mais um ataque à educação. Portanto, peço licença para ponderar sobre o episódio em que, mesmo após a comunidade escolar ter reprovado democraticamente a proposta de implantação de escolas cívico-militares em Ipatinga, um vereador decidiu recorrer à Justiça para anular a votação.
O que está em jogo não é apenas um modelo de gestão escolar, mas o próprio respeito à democracia participativa, à escuta da comunidade e à autonomia das instituições de ensino. Defender a vontade expressa da comunidade é defender o princípio básico da cidadania: o direito de decidir coletivamente os rumos da educação pública.
Recorrer ao Judiciário para tentar impor um projeto rejeitado pela maioria dos envolvidos é sinal de autoritarismo travestido de zelo institucional. É preciso reafirmar que educação de qualidade se faz com diálogo, investimento e valorização dos profissionais da educação ? não com militarização e imposição verticalizada.
Por isso, sigo ao lado de quem acredita que escolas são lugar de liberdade, pensamento crítico e inclusão. E reafirmo: nenhum projeto educacional será legítimo se não nascer do chão da escola e do desejo de sua comunidade.
Militarizar a escola não é educar: o retrocesso das escolas cívico-militares em Minas Gerais
A recente tentativa do governo de Zema de impor o modelo de escolas cívico-militares à comunidade escolar sem diálogo prévio é mais um capítulo do projeto autoritário da direita que busca militarizar a educação pública, quando deveria fortalecê-la com investimento, democracia e respeito à diversidade.
Em decisão democrática, a comunidade escolar rejeitou essa proposta. A escolha legítima de professores, pais, estudantes e funcionários reflete o entendimento coletivo de que escolas não devem ser espaços de repressão e hierarquia militar, mas sim ambientes de diálogo, liberdade de pensamento e construção cidadã.
Ao tentar reverter na justiça o resultado da votação, ignorando a decisão soberana da comunidade escolar, o vereador que propõe a anulação da votação atenta contra os princípios da democracia participativa e reforça o autoritarismo disfarçado de ?disciplina?.
Educar não é adestrar. A militarização do ensino público é um atalho perigoso que esconde a falta de políticas sérias para a educação de qualidade. É urgente reafirmar: escola é lugar de escuta, não de comando. De liberdade, não de farda.”
Paulo Sérgio Lima Sousa
13 de julho, 2025 | 09:28Uai tá igual o Bozo vai dar golpe também,não aceita o resultado democrático do voto.”
Paulo
13 de julho, 2025 | 05:40"Nikolas da Shopee".
Essa foi a melhor definição para esse energúmeno. O rapazinho vereador está todo envolvido em corrupção, segundo o Ministério Público e fica querendo aparecer na mídia.”
Nina
12 de julho, 2025 | 22:05A gente podia fazer uma campanha, ao invés de pedir policia nas escolas, podíamos pedir policia na Câmara de Vereadores. Esse Nikolas da Shopee seria o primeiro a sair preso.”
Cidadão
12 de julho, 2025 | 20:11? claro e notório o desprezo pelo processo democrático por partidários do vereador proponente de tal absurdo.
Votação só tem valiade quando são eles os beneficiados...
Eleito pelo voto popular, desacredita resultados contrários à suas propostas ideológicas.
E por favor, que seja realizado um exercício de mandato produtivo, O seu salário é caro demais se não for utilizado para produzir em consonância com a democracia...”
Llui
12 de julho, 2025 | 17:47Vamos Lembra ele na política 2028 esse sem serviço tem q ir pro upa entra na justiça contra o prefeito que a saúde tá uma vergonha ao invés de perder o tempo dele com isso”
Gildázio Garcia Vitor
12 de julho, 2025 | 17:13Sr. José Afonso, parabéns pelo excelente comentário!
Mas está turma das Direitas, que é a favor da vida "após a concepção", não têm noção de um aborto que assola nas nossas pobres e abandonadas periferias faveladas: o ABORTO SOCIAL, com o qual venho convivendo, como Professor, nos últimos 42 anos, 4 meses e 11 dias. Comecei, em 1983, na E. E. Celina Machado, no Caladinho de Baixo, atual Santa Teresinha, em Coronel
Fabriciano. Atualmente, desde 2019, estou na E. M. Deolinda Tavares Lamego, no Bethânia, onde devo me aposentar, de novo, no final de 2027, caso ainda esteja entre os vivos.”
Gildázio Garcia Vitor
12 de julho, 2025 | 16:58Sr. Roberto, por que o Vereador Matheus Braga (PL), em 6 meses de "trabalho", está sendo investigado pelo MP? Num quirdito que ele já aprontou!”
Jose Afonso
12 de julho, 2025 | 15:32Guilherme, mostre dados que a educação melhorou nas escolas militares e não seu achismo. O seu preconceito com a classe pobre é notória. Se há alunos que não estão tendo rendimentos condizentes é ausencia de políticas públicas e não porque a o aluno dança funk até o chão que o faz pior. Vejam os países que têm boa educação, há escolas militares? Escola militar só serve para impor uma disciplina opressora e não libertadora. Só a educação liberta, mas necessita de politica pública em torno das populações de baixa renda, como psicólogos e outros profissionais para acompanhar não só o estudante, como a família.”
Roberto Selken
12 de julho, 2025 | 15:14Brasil tá realmente muito doido!! O cara faz uma denúncia no MP e tá sendo investigado pelo MP.”
Falo Mesmo
12 de julho, 2025 | 15:03Diretoras de Escolas públicas estão pisando em ovos, alunos e alunas, só faltam bater nos professores, isso é fato, as escolas viraram creches de adolescentes, a família que deveria ser a principal educação, peca pela omissão.”
Barbosa
12 de julho, 2025 | 14:19Que povinho que não aceita perder. Vai acampar na porta das escolas? Kkkkkkkkkk respeita a vontade popular.”
Alan
12 de julho, 2025 | 14:16Professor educa, PM pega bandidos. Cada um no seu quadrado. PM é treinado para pegar bandidos.”
Verdade
12 de julho, 2025 | 14:06Tem um ditado popular, políticos que aparecem é os que não faz nada para população em Ipatinga-MG.”
Filisminu Onofre
12 de julho, 2025 | 13:49Se for ensinar sobre os privilégios que os militares e seus familiares têm em relação ao restante da população, ok. Mas espero que não adotem lanche de casca de banana.”
Leitor
12 de julho, 2025 | 13:31Querem ensinar ter odio de preto, pobre, favelado, gays etc
Por isso insistem nestas escolas”
Geraldo Magela
12 de julho, 2025 | 13:23Que atraso deste vereador, sou professor de uma escola estadual e em momento algum, nos professores, que nos informamos sobre o memorando desta ação eleitoreira do desgoverno Romeu Zema, informação a fala que este vereador diz ter recebido de pais, informamos sim, que a propaganda do desgovernador era que as escolas teriam um modelo igual ao colégio Tiradentes, fato que não é verdade. Ele só está inda para a justiça porque a maioria das escolas não aceitaram, caso fosse o contrário, ele estaria quieto, uma vez que teria atendido o projeto de governo da direita de doutrinação nas escolas.”
Fernando
12 de julho, 2025 | 12:03O Ideb do João Walmick, do Dr. Ovídio, Dom Helvécio, Toyoda e Márcio Cunha é maior do que qualquer uma das 9 escolas cívico-militares de Minas Gerais. Quem duvidar, só pesquisar no site do Inep.”
Guima
12 de julho, 2025 | 11:59? uma diferença enorme a qualidade curricular e de disciplina das escolas Cívico Militar em comparação com as tradicionais. Infelizmente as escolas tradicionais estão contaminadas com a ideologia esquerdistas que colocou o Brasil com um dos piores índice de qualidade educacional no mundo .”
Renato
12 de julho, 2025 | 11:52O cara tá todo "c@g@do de urubu" por causa de corrupção e fica querendo fazer média com a população. Ai, ai.. Infelizmente o povo de Ipatinga fica dando ibope pra esses políticos.”
Paulo
12 de julho, 2025 | 11:51Será que esses vereadores da Câmara não vão defender as escolas e respeitar a educação? Será que somente a Cida Lima tem coragem de defender a educação de Ipatinga? Cadê o presidente da Câmara para poder botar um freio a esse ataque cruel desse vereadores à educação, às escolas, aos professores, aos diretores? Politicagem barata e cruel. E a população ainda fica dando palco pra palhaço fazer espetáculo. Porque não vem publicamente dá satisfação ao pedido de condenação feita pelo Ministério Público por causa da corrupção no caso do aluguel do prédio da prefeitura?”
Guilherme
12 de julho, 2025 | 11:39Olha, não sei se é bom ou ruim. Mas uma coisa é fato, as escolas tradicionais que migraram para o modelo cívico militar mudaram da água para o vinho. Então não tem como argumentar contra resultados positivos. Se o preço a se pagar por isso forem os alunos usarem uniformes, lacinhos e fazerem continência está mais barato do que o que temos visto nas escolas com os alunos ?livres? dançando funk até o chão, usando drogas nos banheiros das escolas ou intimidando professores e danificando os carros deles no estacionamento. Questão de lógica isso.”
Romão
12 de julho, 2025 | 11:20O voto deve ser impresso e auditável.
Não há mais o que inventar.”
Rj
12 de julho, 2025 | 11:03Esse aí, é uma das crias da Nikole Ferreira. Todos fazem parte da turma do deus, pátria e família, mas estão ferrando o Brasil, para defenderem o Minto Inelegível e Inviajável.”