Débora Anício
Projeto de Lei nº 79/2025, que prevê reajuste salarial de 4,83% para os servidores públicos municipais
A Câmara Municipal de Ipatinga aprovou em segunda votação, na terça-feira (22), o Projeto de Lei nº 79/2025, que prevê reajuste salarial de 4,83% para os servidores públicos municipais, incluindo profissionais da educação e agentes políticos, além do aumento nos valores do auxílio alimentação e vale-lanche, retroativos a 1º de janeiro de 2025. As informações foram divulgadas pela Casa Legislativa.
Segundo o texto do projeto encaminhado pelo prefeito Gustavo Nunes (PL), a proposta traduz um compromisso de valorização dos servidores públicos municipais. "A presente proposição traduz o esforço e compromisso deste governo pela valorização de todos servidores públicos do município, incluídos os da rede municipal de ensino".
Apesar da aprovação do projeto, servidores e representantes sindicais manifestaram insatisfação com o percentual concedido. Helenir Lima, representante sindical, afirmou durante a sessão que o projeto foi enviado à Câmara sem aguardar o resultado final das negociações com os servidores. "A proposta do governo municipal não reflete a realidade econômica dos servidores. Esperamos melhorias e um reajuste significativo a partir das novas negociações", declarou.
Durante a tramitação do projeto, as Comissões de Legislação, Justiça e Redação e de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas emitiram parecer favorável à aprovação, considerando a proposta constitucional e sem impedimentos legais.
Em mensagem complementar ao projeto, o prefeito garantiu que haverá nova reunião com os sindicatos na segunda quinzena de agosto para reavaliar a possibilidade de ganho real sobre os benefícios como vale alimentação e vale lanche, condicionada à recuperação financeira do município.
Apesar das divergências apontadas pelos sindicatos, vereadores como a professora Cida Lima (PT) ressaltaram que a aprovação deste projeto é apenas "um primeiro passo" e esperam continuidade nas negociações para atender melhor às reivindicações dos servidores públicos municipais. O presidente da Câmara, Ley do Trânsito (PL), também defendeu a votação afirmando que, caso o projeto não fosse aprovado, poderia não haver reajuste algum no ano corrente.