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A coleta seletiva também pode ser feita em escolas, creches, unidades de saúde e igrejas
Por Isabelly Quintão - Repórter Diário do Aço A falta de conhecimento sobre destinos finais que podem ser dados aos materiais que não têm mais utilidade ou não são mais desejados em casa é comum para a maioria da população. A não conscientização faz com que as pessoas joguem itens descartáveis somente em uma lixeira, e ponto final. Contudo, a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Metropolitana do Vale do Aço, a Catavale, é um outro rumo a ser considerado.
A associação, localizada na rua Waldomiro Serafim da Costa, número 45, no bairro Bom Jardim, em Ipatinga, incentiva os moradores da região a fazer a coleta seletiva, propondo um pensamento em conjunto sobre o bem-estar ambiental. Cada um dos materiais tem sua química e eles são encaminhados para empresas de diversos segmentos, responsáveis por reciclagem geral de vidros, moagem de plásticos, compressão de papelão, reutilização de ferro e alumínio, dentre outros.
O presidente da Catavale, Adeir Gripp, pontuou que os intuitos da instituição consistem em “promover educação ambiental, gerar trabalho e renda para os catadores, buscar órgãos públicos, contribuir para desenvolvimento humano, cultural, social e econômico, e promover o bem-estar das comunidades por meio da coleta seletiva nas residências, escolas, creches, unidades de saúde e igrejas”.
A associação prega a coleta seletiva, a recuperação de materiais plásticos, sucatas de ferros e alumínio, materiais metálicos, papel e papelão, e outros que podem ser reciclados, afirmou Adeir. “Nós representamos os associados perante as autoridades administrativas e jurídicas. Queremos conscientizar, sensibilizar, envolver e comprometer os associados e as comunidades em ações de defesa do meio ambiente e fomentar a coleta seletiva promovendo educação ambiental”.
O presidente destaca que os moradores selecionam os materiais e a coleta é feita em dias e horários definidos previamente. É possível que representantes da Catavale se desloquem até a residência dos colaboradores. “Reciclar é muito saudável. Assim, preservamos a natureza e diminuímos os riscos para a saúde. Também geramos empregos para os catadores, reduzindo gastos com limpeza pública”, garantiu.
IniciativasO ambientalista Vander de Almeida Neto, de 57 anos, morador do bairro Recanto, teve a iniciativa de fazer a coleta seletiva e incentivou todos da sua família. Desde então, a esposa e os filhos também colaboram.
Vander explica ao Diário do Aço que faz a coleta há 10 anos, e decidiu fazê-la porque tomou conhecimento dos problemas relacionados ao meio ambiente e a forma de consumo da humanidade. Ele detalhou como faz a separação dos itens que deseja reciclar: “Todas as embalagens são acondicionadas em sacolas estrategicamente fixadas na residência, e quando estão cheias, são levadas ao local próprio e protegido. Embalagens sujas como sacolas plásticas de carne, latas de conservas e outras são previamente lavadas”, finalizou.
O ambientalista ainda enfatizou que a humanidade está em um ponto limite em relação ao planeta, já que as pessoas consomem de forma irresponsável e acumulam uma grande quantidade de lixo nos ambientes. “Por isso surgem problemas como inundações por causa de entupimento do sistema de escoamento de água, contaminação das águas pelo descarte irregular de certos materiais, pressão por mais exploração de recursos naturais, morte de animais, sobretudo marinhos, por se alimentarem de lixo, e outras consequências nos pede que tenhamos mais responsabilidades com a vida neste planeta”, finalizou.
Para obter mais informações, é necessário entrar em contato por meio dos telefones (31) 9 8973-4986 e (31) 9 8701-7163.